Rio de Janeiro estuda projeto de metrô que ligaria a Pavuna até Nova Iguaçu

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

O modal teria 23 km de extensão, 22 estações distribuídas em dois trechos e atenderia em torno de 370 mil passageiros diariamente

Metrô Rio de Janeiro
A previsão do Governo é iniciar a execução do projeto em janeiro de 2022 (Foto: Rosangela Perry/Shutterstock)

30/09/2021 | 14:13 – O Governo do Rio de Janeiro está estudando um projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que interligaria o bairro da Pavuna, na zona norte da capital carioca, até o município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Batizado de Metrô Leve, o modal teria 23 km e traria benefícios para as cidades de Nilópolis, São João de Meriti, Belford Roxo e Mesquita. Na avaliação do poder público, seriam atendidos diariamente 370 mil passageiros, que circulariam em 22 estações nos trechos 1 e 2. A maior parte dos valores investidos na obra viria dos recursos recebidos pela administração estadual após o leilão da Cedae.

Ainda sem planejamento detalhado, o metrô aproveitaria os trilhos de uma ferrovia que passa pela região e é utilizada por trens de carga. A previsão do Governo é iniciar a execução do projeto em janeiro de 2022 e entregá-lo para a sociedade no prazo de dois anos.

De acordo com documentos presentes no sistema de informações do Estado, a Secretaria de Transportes estudou cinco opções de corredores de transportes na Baixada Fluminense em 2017. Na ocasião, este projeto do Metrô Leve tinha custo estimado de R$ 180 milhões a R$ 250 milhões por quilômetro. Com base nestes valores, o valor total da obra ficaria entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões — muito acima dos cerca de R$ 1,7 bilhão recebidos no leilão da Cedae. Entretanto, o Governo diz que se trata de um projeto de baixo custo e que, no último mês de julho, foram solicitados os estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental.

Críticas

O projeto recebeu críticas de especialistas. Para Delmo Pinho, ex-secretário estadual de Transportes, neste momento seria melhor investir na melhoria da malha existente. “Os concessionários não estão conseguindo prestar um serviço à altura da necessidade do usuário. Então, o momento é de preservar o que existe e não de expandir a rede”, afirmou em entrevista ao portal G1. A opinião é a mesma de Henrique Silveira, coordenador-geral da Casa Fluminense, que diz que a linha não é prioridade na atual crise do sistema de transportes.

O Governo destacou que os investimentos para melhoria da infraestrutura ferroviária de transporte acontecem de maneira paralela, mencionando a construção de passarelas e o projeto de bilhetagem eletrônica. Além disso, informou que o Metrô Leve está previsto no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado.