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Ritmo crescente da economia aquece indústria de construção civil no Rio

Texto: Redação AECweb

Menor taxa de desemprego e oferta de crédito estão entre os fatores da expansão do mercado imobiliário

29 de outubro de 2010 - Os fatores que contribuíram para a retomada da indústria da construção civil e, especialmente, do setor imobiliário vão além dos eventos esportivos de projeção internacional. A economia do Rio de Janeiro tem avançado nesses últimos anos com a presença de empresas petroleiras e de centros de pesquisas, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) que será inaugurado em breve em Itaboraí, além da entrada em produção dos campos do pré-sal. Tudo isso gera demanda por mais profissionais e infraestrutura, impulsionando a construção de imóveis residenciais e comerciais.

A baixa taxa de desemprego é, segundo especialistas, um dos fatores que influencia a expansão do mercado imobiliário. Pesquisa recente divulgada pelo IBGE registra a taxa de desemprego no Rio em 5,3%, abaixo da média nacional de 6,2%. Segundo Chor, o maior inimigo do mercado imobiliário sempre foi o desemprego porque a maior dívida que boa parte das pessoas assume na vida é a compra da casa própria. “O medo do desemprego afasta o comprador com receio de assumir dívidas. Antes havia uma grande parcela da população desassistida. Hoje, o Programa Minha Casa, Minha Vida trouxe para muitos a chance de ter um imóvel”, aponta o presidente da Ademi e da CHL, Rogério Chor.

O alinhamento entre as três esferas de governo, federal municipal e estadual, também é lembrado pelos especialistas como um dos principais fatores para alavancar o crescimento. “A parceria entre as três instâncias tem sido muito produtiva devido às dezenas de obras de infraestrutura previstas. Existem ainda as moradias que serão construídas para os eventos esportivos para abrigar as delegações, a organização e a mídia e que depois serão transformadas em moradia”, explica Roberto Kauffmann, presidente do Sinduscon-Rio.

A questão da segurança no Rio de Janeiro, que apresenta sinais de melhoria, se reflete no aquecimento do setor imobiliário. Com o início da instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPS), em diferentes bairros do Rio de Janeiro, áreas que há muito tempo não recebiam empreendimentos por causa da violência passaram a ganhar novos projetos. “Há quatro anos não avaliávamos terrenos em algumas regiões. Hoje, consideramos espaços em toda a cidade”, comenta Chor.

O aumento do crédito também é um elemento chave nesse processo. Com as novas modalidades de financiamento, um público maior foi atingido, pois o prazo para qui-tação do imóvel se estende em até 30 anos. Segundo Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, a criação de instrumentos de segurança jurídica nos últimos anos, como a alienação fiduciária, deram segurança para que as instituições bancárias competissem nesse mercado. “Os bancos enxergam uma oportunidade de fidelizar correntistas pelo prazo do financiamento e passaram a concorrer por esses clientes, oferecendo taxas de juros competitivas para o financiamento habitacional”, avalia Vasconcelos.

Kauffmann acrescenta que a utilização de 65% dos depósitos em poupança como recurso para o setor aumentou os patamares do financiamento imobiliário. As taxas de juros também colaboram para o mercado. Apesar da estagnação da Selic, o crédito imobiliário continua aquecido, principalmente para as classes mais baixas. Esses fatores ajudaram, por exemplo, para que a indústria da construção civil passasse a atuar mais fortemente em bairros da zona norte.

Fonte: O Globo

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