Ritmo de venda de imóveis em SP aumentou no 2º semestre, diz pesquisa

Texto: Redação AECweb

Prédio inteiro foi vendido em duas horas em São Paulo; imóveis de um e dois quartos são os mais buscados

07 de dezembro de 2009 - Uma pesquisa em São Paulo mostra que o ritmo de vendas de imóveis aumentou no segundo semestre deste ano, principalmente de casas e de apartamentos menores.

Um prédio inteiro foi vendido rapidamente em São Paulo. "A gente esperava vender rápido, mas não como foi feito. Em duas horas", disse Marcos França, incorporador.

O bancário Thiago Silva comprou um dos 256 apartamentos no centro de São Paulo. "É só pagar parte durante a construção e depois financiar o resto assim que tiver pronto. E dar o FGTS", disse ele.

O bancário Marcelo Marouka tirou um dia para garantir o seu imóvel. "Eu cheguei 5h20. Até eu finalizar a assinatura do contrato, já eram 20h30, que foi a hora que eu saí de lá", afirmou.

Nos últimos cinco meses, a venda de imóveis ganhou um ritmo que há muito tempo não se via. Até julho, 50% dos lançamentos eram vendidos nos primeiros seis meses. Hoje, em um semestre, 70% dos imóveis na planta, ou em construção, já têm dono.

"Isso é muito rápido e muito saudável para o mercado imobiliário. Inclusive na estruturação da operação e na tranquilidade que dá tanto para o incorporador quanto para os consumidores", disse Celso Petrucci, economista da Secovi.

A pesquisa do Sindicato do Mercado Imobiliário de São Paulo revela também que o perfil das novas casas e apartamentos está mudando. Cai a construção de três e quatro dormitórios e aumenta a de um e, mais ainda, a de dois dormitórios - a preferida da classe média em crescimento.

"Eu acho que é um consumidor que sempre existiu. O que não existia era tanto imóvel, ou tanto construtor preocupado com esse perfil de comprador", disse Valéria Correia, corretora de imóveis.

Em um feirão no estado de São Paulo, a expectativa é de vender dez mil unidades no ABC paulista em quatro dias. Para quem ainda mora com os filhos na casa da sogra, como Renata Pimentel, técnica em radiologia, a oportunidade é de ouro. "A sogra é legal porque está aturando a gente há dois anos na casa dela. Não é qualquer sogra que faz isso", disse ela.

Fonte: G1 - RJ