Secovi quer estudo para manter crédito

Texto: Redação AECweb

De acordo com presidente do Secovi, para chegar em 2014 com a linha de crédito imobiliário robusta, é preciso alinhar os debates sobre recursos alternativos

16 de junho de 2011 - O setor imobiliário continuará em pleno crescimento, mas pode ser ameaçado em certa medida por uma possível carência de recursos nos próximos quatro anos, segundo afirmou o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana.

"Temos de identificar, desde já, os estudos e as discussões com bancos públicos e privados, Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e securitizadoras, a fim de promover ajustes legais e culturais para consolidar o mercado de capitais", afirmou, por meio de nota.

Para Crestana, para chegar em 2014 com a linha de crédito imobiliário robusta, é preciso alinhar os debates sobre recursos alternativos. "Durante 2011 ainda haverá recursos da poupança e do FGTS capazes de suprir a demanda por financiamentos à produção e aquisição de imóveis. Mas o setor deverá continuar às discussões."

Apesar desse problema, Crestana enxerga um crescimento sustentável do setor. "O cenário futuro é de mercado sólido e nivelado, sem risco de bolha, pois há compradores e o nosso sistema financeiro é rígido na concessão de créditos."

"Este ano ainda será de forte transição em todos os segmentos econômicos. No segmento da construção civil e imobiliário os lançamentos e as vendas de imóveis de luxo, e aqueles voltados para a classe média-alta, deverão permanecer estáveis", avaliou Crestana.

Junto ao crescimento do setor devem aumentar também os problemas. "Ainda serão percebidos atrasos na entrega das unidades, problema que despontou em 2010 e atingiu o dia a dia de algumas empresas e consumidores. A dificuldade enfrentada por essas companhias reflete o forte aquecimento desse segmento, que passou por 20 anos de estagnação."

Como desafios para a superação desse problema e para um crescimento mais sustentável do setor, o presidente do Secovi-SP cita os investimentos em formação de mão de obra especializada e em equipamentos para a construção civil, além da aquisição de terrenos em áreas que não excluam para a periferia a população de baixa renda.

Fonte: DCI - SP