Secovi-RS vai acompanhar as dinâmicas imobiliárias do Estado

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

O crescimento populacional dos últimos anos fez com que seja influência direta para o sindicato

21 de maio de 2014 - Há mais de 30 anos em atividade, o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis, ou, como é mais conhecido, Sindicato da Habitação do Rio Grande do Sul (Secovi/RS), acompanha o desenvolvimento de um dos mercados cujas dinâmicas refletem o desenvolvimento socioeconômico do País. A entidade percebeu isso rapidamente e, mesmo tendo surgido simplesmente para solucionar uma demanda específica dos empresários imobiliários, foi além, e hoje conta com setores de Orientação Jurídica e Economia e Estatísticas e atua como representante legal de aproximadamente 6 mil empresas imobiliárias e 24 mil condomínios do Estado.

O crescimento populacional, o boom imobiliário dos últimos anos e o desenvolvimento da construção civil têm influência direta no trabalho desenvolvido pelo sindicato. E foi exatamente durante uma época de quebra de paradigmas e surgimento de dúvidas em relação ao preço dos imóveis vendidos e alugados e aos interesses das imobiliárias que um grupo de empresários fundou a Associação Gaúcha de Empresas do Mercado Imobiliário (Agademi).

Segundo o presidente do sindicato e associação, Moacyr Schukster, em 1972, o setor de locações, compra e venda e administração condominial não eram bem vistos pela sociedade. A população entendia o preço dos aluguéis como derivado dos interesses das empresas imobiliárias, sendo que o problema residia na escassez de imóveis. “Havia a necessidade de que a população fosse esclarecida que as imobiliárias eram intermediárias entre o proprietário e o inquilino. E foi isso que aconteceu”, explica Schukster.

Superada essa questão, em 1983, graças à necessidade de que os mesmos empresários pudessem fazer suas negociações coletivas, foi criado o Secovi. Primeiramente voltado às discussões salariais com funcionários de imobiliárias e condomínios, o órgão patronal vai além através da realização de estudos e análises da dinâmica imobiliária, promoção de eventos e palestras e realização de oito publicações, fundamentais para a formação dos sindicalizados e associados.

Regularmente, são realizadas pesquisas ligadas ao tema, principalmente, focadas na apuração do estoque de imóveis para locação e venda, dos preços ofertados nas imobiliárias e das despesas médias para manutenção dos condomínios, entre outras. Todas elas são feitas pelo Departamento de Pesquisa e Estatística do Secovi/RS e podem ser conferidas nas publicações periódicas, no site do órgão ou na edição anual do Panorama do Mercado Imobiliário.

O sindicato também oferece aos empresários imobiliários, síndicos e condôminos o serviço de orientação jurídica. “Quem tiver alguma dúvida é só vir à sede da instituição que um advogado do Departamento Jurídico atende. A procura por esse serviço é tão grande que fazemos entre 400 e 500 consultas por mês, gratuitamente”, destaca Schukster.

Administração condominial é o grande desafio do setor

O crescimento dos conjuntos habitacionais e a regulamentação das relações condominiais com a promulgação da Lei das Incorporações, em 1964, demandou uma administração mais profissionalizada destes imóveis e trouxe maiores cobranças. Maior quantidade de obrigações a serem cumpridas fez com que o trabalho prestado pelo síndico não fosse suficiente para manter tudo em dia. A solução foi buscar uma empresa capaz de administrar o local, na maior parte dos casos, uma imobiliária.


“Os síndicos deixaram de ter que se preocupar com o pagamento de um funcionário e das contas básicas. Aos poucos, eles, que normalmente desempenham outra profissão, se deram conta que estavam praticamente administrando uma empresa”, lembra o presidente do Secovi/RS, Moacyr Schukster.

Com o acúmulo de mais de 100 obrigações, que vão do pagamento de direitos trabalhistas ao cadastro junto ao recentemente lançado eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas), os condomínios dependem cada vez mais da atenção do Sindicato da Habitação. “Para manter-se, o condomínio deve instalar um escritório próprio em sua sede física, o que só vale a pena em poucos casos de empreendimentos grandes, ou contratar uma empresa, opção plausível à maior parte dos locais.”

Paralelamente à democratização do modelo habitacional, aumentaram as demandas do Secovi/RS ligadas ao assunto. Schukster estima, por exemplo, que 90% do acompanhamento legislativo – realizado por advogados enquanto as leis estão em tramitação – diz respeito a matérias com influência direta no modelo condominial. Além disso, a maior parte dos eventos e publicações é de interesse do segmento.

O dirigente acredita que a tendência é que surja um número maior de dúvidas a partir da construção de locais com estrutura ainda mais complexa.

Fonte: Jornal do Comércio