Secovi-SP: venda de novos imóveis cresceu 28,7%

Texto: Redação AECweb

Segmento de residências com dois dormitórios continua liderando as vendas, com 43,7% das unidades, com o de três dormitórios logo atrás, com 38,9% do total comercializado

30 de março de 2012 - A venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo apresentou um crescimento de 28,7% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2011. Foram comercializados 1.068 unidades no mês, contra 830 em janeiro do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira na Pesquisa do Mercado Imobiliário do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). O segmento de 2 dormitórios continua liderando as vendas, com 43,7% das unidades (467) no mês, seguido pelo de 3 dormitórios, com 38,9% (415 unidades).

A capital paulista contou com 674 unidades residenciais em lançamento no primeiro mês do ano, o que representa um aumento de 12,1% sobre janeiro de 2011. Dos lançamentos, 62% eram de 2 dormitórios (418 unidades), conforme dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) citados na pesquisa do Secovi-SP.

Em valores houve uma alta de 17,2%, para R$ 504 milhões em janeiro de 2012 ante R$ 430,1 milhões em igual período de 2011. Se atualizado o valor de janeiro do ano passado pelo índice Nacional de Custos da Construção (INCC), da Fundação Getúlio Vargas), a alta na mesma comparação fica em 9,5%.

Sazonalidade

Em tamanho de imóvel, os mais vendidos são entre 46 e 65 metros quadrados de área útil, que respondem por 44,1% das unidades comercializadas em janeiro; os entre 66 e 85 m² perfazem 27,2% das vendas na cidade de São Paulo.

O Secovi-SP explica, em nota, que não é recomendável a comparação dos resultados de janeiro com os de dezembro devido ao efeito da sazonalidade. “O efeito sazonal nos resultados de janeiro, assim como em fevereiro, prejudica qualquer análise sobre os dados do mercado imobiliário. De qualquer forma, o ano deve superar os resultados de 2011, que foi bom, mas abaixo das expectativas em relação aos excepcionais registrados nos anos anteriores”, diz o Secovi- SP em comunicado. O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, observa que as perspectivas de maior crescimento se concentram a partir do segundo semestre.

Fonte: Jornal do Commercio