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Setor de construção abre frentes no mercado externo

Texto: Redação AECweb

Empresas de construção civil investem no mercado internacional há seis anos, mas com a crise estão ganhando mais mercado

21 de julho de 2009 - O setor de construção civil aponta crescimento no Brasil, por meio do programa habitacional “Minha casa, Minha vida”. Além disso, o setor conseguiu ampliar seus investimentos externos, com as exportações para países em desenvolvimento que anunciaram projetos para o combate a crise mundial, com investimentos em habitação e infraestrutura.

De acordo com o professor de relações internacionais do Mackenzie, Arnaldo Francisco Cardoso, as empresas de construção civil investem no mercado internacional há seis anos, mas com a crise estão ganhando mais mercado.

"As empresas tiveram uma aceleração internacional, motivados pela crise da década de 1980, que reduziu a demanda estatal por serviços no setor de construção civil. Com a crise mundial, os projetos de expansão habitacional e de infraestrutura, abrem mais ainda o mercado internacional, o que os torna mais atraente e um meio não só de manter como de expandir os negócios das empresas", disse.

Para o professor, o cenário de expansão não apresenta uma tendência mundial, e sim pontos chaves em países em desenvolvimento. "A tendência de crescimento do setor não é mundial. Podemos ligá-la especialmente aos países da periferia do capitalismo, como os países da África, América Latina incluindo o Brasil e ainda a China. O motivo é que estes países ainda são emergentes e tem um grau de industrialização muito pequeno e a necessidade de geração de empregos. Já o caso da China deve-se ao êxodo rural, e a construção de casas populares ", explicou Cardoso.

Segundo Antonio Carlos Kieling, superintendente da Anfacer (Associação nacional dos fabricantes de cerâmica para revestimento), o melhor ano para as exportações foi em 2006 quando foram vendidos 114.5 milhões de metros quadrados.

Em 2008, no entanto, ao contrário dos dados econômicos brasileiros, houve uma queda de 28,91% na comparação com 2006. A perspectiva para 2009, contudo, é de que o setor cresça 5%, em comparação com o ano passado.

Dentre os destinos das exportações em 2008, o principal foi a América Latina com 64,28%, sendo 40,11% somente para a América do Sul e 24,17% para a América Central. A segunda maior participação é da América do Norte com 21,85%, seguido da África (7,59%), Europa (4,58%), Ásia (1,46%) e Oceania (0,24%).

"O ano passado crescemos pouco em razão da desvalorização do dólar frente ao real que atingiu em média R$ 1,60, em 2009 mesmo com a crise, o câmbio está favorável, por isso acreditamos numa retomada no desenvolvimento. Além disso, percebe-se claramente um esgotamento da crise", afirmou Kieling.

Antonio argumentou ainda que o próximo passo para a expansão do setor acontecerá com a participação de 50 empresas no evento Brasil Casa Design, no Panamá, promovido pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Adalberto Schiehll, gestor do projeto relata que o comércio entre o Brasil e Panamá vem crescendo substancialmente. "Nos últimos 10 anos a corrente de comércio entre os dois países aumentou quase quatro vezes. Em 1998 representava US$ 114,5 milhões e, em 2008, chegou a US$ 416,2 milhões. Embora o Brasil tenha superávit por exportar mais para o Panamá (US$ 391,2 milhões em 2008) do que importar (US$ 25,02 milhões em 2008), há intenção de fomentar ainda mais essa relação comercial nos dois sentidos", declarou.

Schiehll relata que as importações panamenhas de material de casa e construção cresceram 18% entre 2002 e 2007, mais do que a média do crescimento mundial das importações deste setor, que foi de 16%. Para o evento ele espera que os encontros de negócios gerem contratos em torno de US$ 10 milhões.

Fonte: DCI - SP

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