Setor de PVC cresce, mas mercado pede ajuste de empresas

Texto: Redação AECweb

Sete em dez companhias produzem tubos fora de padrões exigidos por agência do governo

19 de outubro de 2010 - O crescimento do mercado imobiliário está impulsionando a fabricação de tubos e conexões de PVC.

A produção deve bater o recorde dos últimos dez anos e chegar a algo entre 420 mil e 450 mil toneladas em 2010, de acordo com a Asfamas (associação do setor). No primeiro semestre, a marca foi de 210 mil toneladas.

Boa parte do mercado ainda demanda melhorias. Dos 39 fabricantes brasileiros, 27 não seguem o padrão da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Entre as inadequações estão a espessura dos tubos e a a matéria-prima de qualidade inferior à exigida.

As adeptas dessa prática conseguem vender a preços menores que a concorrência. "Isso prejudica a competitividade do setor", diz Natal Garrafoli, diretor da Asfamas.

A associação mantém em seu site uma lista com os nomes dessas firmas, que podem ser prejudicadas comercialmente no longo prazo.

"Para pedir recursos ou participar de programas governamentais é preciso estar adequado", comenta Paulo Lessa, 48, diretor da Kep, de Vitória da Conquista (BA).

A fim de garantir a participação em projetos desse tipo, a empresa investiu cerca de R$ 200 mil na instalação de máquinas de testes de qualidade na linha de produção.

Fonte: Folha de S. Paulo - SP