Setor imobiliário prevê estabilidade em 2012

Texto: Redação AECweb

Secovi prevê que apenas os lançamentos cheguem a 35 mil imóveis, montante superior ao total de vendas, que deverá terminar o ano em 33 mil unidades

14 de setembro de 2011 - O mercado imobiliário na cidade de São Paulo, um dos maiores do País, deverá ter equilíbrio, em 2012, entre os lançamentos e as vendas de imóveis residenciais novos, na avaliação do presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana. "Avaliamos que 2012 será muito parecido com 2011, com preços estáveis e um mercado sustentável, pela manutenção da geração de empregos", disse.

Para ele, caso a crise financeira internacional não afete de forma mais acentuada a economia brasileira, a previsão inicial é de lançamentos e vendas em torno de 35 mil unidades, em cada uma das modalidades, no próximo ano. "O setor vem apresentando um crescimento vigoroso, que deverá se sustentar", disse Crestana, após a cerimônia de divulgação do Prêmio Master Imobiliário, em São Paulo.

Para 2011, o Secovi prevê que apenas os lançamentos cheguem a 35 mil imóveis, montante superior ao total de vendas, que deverá terminar o ano em 33 mil unidades. Em sua avaliação, a concessão de crédito imobiliário em 2012 não deverá apresentar "grandes aumentos" em relação a 2011, embora, o setor deva ser beneficiado pela consolidação do programa Minha Casa, Minha Vida 2, do governo Federal.

Vendas -
Segundo o Secovi-SP, nos primeiros seis meses deste ano as vendas de imóveis residenciais somaram 11.680 unidades, que representam uma queda de 31,3% sobre igual período de 2010. Do total comercializado entre os meses de janeiro e junho, o segmento de dois dormitórios respondeu por 40,3% das vendas, seguido pelos imóveis de três quartos, que participaram com 29,5% do total.

O avanço da inflaçaôe as medidas de contenção do crédito tomadas pelo governo no primeiro semestre foram apontadas por Crestana para explicar a desaceleração das vendas no período. O arrefecimento do ritmo de crescimento do setor se reflete na queda do percentual de vendas após o primeiro mês de lançamento dos imóveis. Enquanto em 2010 até 25% dos imóveis comercializados eramvendidos em 30 dias, o Secovi projeta um percentual entre 12% e 13% para este ano. "Para 2012, apenas 10% dos prédios devem ser vendidos no primeiro mês do lançamento", afirmou.

Como comparação, em 2010, ano de aquecimento ,do mercado, as vendas somaram 37 mil unidades, numero superior aos lançamentos, que totalizaram 35 mil imóveis. "Isso se deu pela crise de 2008 e 2009, que levou as empresas a cancelar ou postergar a construção de imóveis. Por outro lado, as famílias não sentiram a crise e continuaram em busca de imóveis para comprar", disse. Esse descompasso entre os lançamentos e a procura elevou os preços ao longo de 2010, na sua avaliação.

Preços -
Segundo Crestana, a tendência para o próximo ano é de que os preços dos imóveis novos e usados acompanhem a alta da inflação, com uma variação positiva adicional entre um a dois pontos percentuais. Ele diz que as vendas de imóveis de dois ou três dormitórios deverão continuar concentrando até 70% dos negócios.

Salão imobiliário cancelado


O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) informou ontem que, em razão da escassez da oferta de imóveis para atender à demanda dos consumidores, cancelou a edição 2011 do Salão Imobiliário São Paulo (SISP), que ocorre anualmente no Anhembi, em São Paulo.

Segundo o presidente do Secovi-SP, João Crestana, a falta de opções de imóveis para exposição no mercado de São Paulo está na dificuldade das empresas em acelerar o ritmo das obras. "Enfrentamos uma carência de mão de obra, falta de materiais de construção e burocracia na aprovação de projetos", afirmou Crestana.

De acordo com o Secovi-SP, o evento - onde as empresas expõem opções de imóveis diretamente aos consumidores - deverá ser retomado em 2012, mas com edições a cada dois anos.

Em 2010 o mercado imobiliário de São Paulo registrou crescimento na participação da classe média na compra de imóveis, o que resultou no escoamento dos estoques das in- corporadoras e no aumento de preços das unidades habitacionais novas e usadas.

A edição do ano passado da SISP contou com cerca de 250 mil imóveis novos e usados, residenciais e comerciais. A maior procura dos consumidores foi por imóveis na faixa de R$ 120 mil a R$ 300 mil. Os organizadores registraram nos quatro dias da feira vendas de R$ 650 milhões.

Fonte: Jornal do Commercio