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Setor imobiliário quer incluir usados no Minha Casa, Minha Vida

Texto: Redação AECweb

Ministro do Trabalho e Emprego acata reivindicações, mas disse que não pode garantir a sua aprovação

13 de janeiro de 2010 - Representantes do setor imobiliário entregaram ontem, ao ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, uma série de reivindicações, entre as quais a inclusão dos imóveis usados no programa Minha Casa, Minha Vida.

Eles pedem ainda que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) possa ser usado para financiamento imobiliário também em municípios distantes até 120 quilômetros da cidade de origem do trabalhador e o aumento de R$ 20 mil no limite do valor do imóvel. O programa prevê financiamentos especiais para a população com faixa de renda de zero a dez salários mínimos.

Lupi considerou razoáveis as três reivindicações, mas disse que não pode garantir sua aprovação, porque o conselho que decidirá a questão é formado por três partes. Quanto aos imóveis usados, o ministro lembrou que já existe uma linha de financiamento específica.

"Quando falam na ampliação dos valores, conforme o mercado, já fizemos isso na última reunião do conselho", afirmou o ministro. Ele explicou que, nos grandes centros urbanos, os valores são diferentes dos que vigoram no interior. Sobre o pedido de extensão dos financiamentos a cidades mais distantes da localidade onde mora o comprador, ele disse que é interessante e que será levado à apreciação do conselho. "Se depender de mim, ele [o conselho] irá aprovar."

O ministro disse desconhecer a afirmação atribuída a movimentos sociais de que a prioridade do programa Minha Casa, Minha Vida não tem sido a população que recebe até três salários mínimos. "O programa tem R$ 24 bilhões à disposição de quem ganha nessa faixa de renda, que são as chamadas casas subsidiadas com o dinheiro do FGTS."

Ele acredita que o país viverá em 2010 o melhor ano para a geração de emprego, desde 2003, porque o mercado interno está muito aquecido, com ganhos reais de salário. Todo o ambiente está preparado para um crescimento forte da economia e, principalmente, para a geração de empregos.

"Geramos em torno de 1 milhão de empregos em 2009, no auge de uma crise, e esperamos gerar mais de 2 milhões de empregos em 2010, o que significará número recorde, para um ano na história do Brasil". Ele negou que sejam exageradas suas previsões de crescimento de 7% da economia do país, porque "tudo está conspirando a favor do Brasil".

O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo, José Augusto Viana Neto, destacou que os empregos gerados pelo Minha Casa, Minha Vida são temporários, perdurando por no máximo dois anos. Para ele, não se pode ficar preso ao fato de não se conseguir resolver o problema da habitação com imóveis novos, quando há recursos para isso.

Viana Neto disse que não critica o programa, mas ressaltou que, agora que a economia está recuperada e os recursos disponíveis para atendimento dos mais necessitados, é preciso disponibilizar os imóveis que já estão prontos com preços que caibam nesse programa habitacional.

Fonte: JB OnLine

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