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SindusCon-SP é exemplo para o Brasil, diz secretário em evento sobre resíduos

Texto: Redação AECweb

Watanabe destacou a consciência do setor em relação à importância da criação de mecanismos de gestão dos resíduos

18 de maio de 2012 - "O setor da construção civil em São Paulo, representado pelo SindusCon-SP, é um exemplo para o Brasil na relação de diálogo com o poder público que construiu ao longo dos últimos anos", afirmou Rubens Rizek, secretário-adjunto da Secretaria de Meio Ambiente (SMA) do Estado de São Paulo (Alesp), durante a abertura do evento "Resíduos da Construção Civil – Soluções e Oportunidades", que reuniu em 17 de maio especialistas, entidades de classe e autoridades do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo.

"Como cidadão e como representante do poder público, quero fazer hoje uma homenagem à equipe do SindusCon-SP pela abnegação, sinceridade, honestidade, compromisso e empenho com que vem agindo", disse o secretário, dirigindo-se ao presidente do sindicato, Sergio Watanabe.

Em sua saudação, Watanabe destacou a consciência do setor em relação à importância da criação de mecanismos de gestão dos resíduos. E destacou a necessidade de se implantarem no Estado áreas de triagem, recicladoras e aterros em quantidade compatível com o crescimento da construção civil.

Watanabe também acenou com o próximo passo: o desenvolvimento de mais atividades no âmbito do convênio firmado neste ano com a SMA para difundir o conhecimento sobre as melhores práticas de manejo destes resíduos.

Rizek anunciou que o governador Geraldo Alckmin pretende lançar com o apoio do SindusCon-SP, em 5 de junho, numa cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, o decreto da construção sustentável. "O decreto vai mudar o paradigma da construção civil paulista", afirmou o secretário-adjunto da SMA.

A mesa de abertura também recebeu o assessor José Henrique Borba, que representou o deputado estadual Campos Machado (PTB), presidente da Alesp.

Lacunas - André Aranha Campos, coordenador do Comasp (Comitê de Meio Ambiente do SindusCon-SP), e João Luiz Potenza, diretor do Centro de Projetos da Coordenadoria de Planejamento Ambiental da SMA, apresentaram detalhes do trabalho conjunto mostrando que, a sete meses do prazo final estabelecido pela Resolução 448 do Conama, 61% dos municípios do Estado de São Paulo não têm legislação específica sobre os resíduos produzidos pela construção civil –ou estão em fase de elaboração.

A Resolução 448 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) determina que os municípios e o Distrito Federal elaborem os planos de Gestão de Resíduos de Construção Civil até janeiro de 2013 e o coloquem em prática até seis meses depois.

O SindusCon-SP colheu dados em 348 (53,9%) dos 645 municípios paulistas. Dos municípios pesquisados, 61 têm legislação sobre resíduos da construção civil aprovada e 76 estão em estágio de elaboração ou aprovação. De um modo geral, as cidades maiores estão mais atualizadas, assim como aquelas em área de preservação e as turísticas.

Ações - O evento conjunto entre SindusCon-SP e SMA revelou as ações que têm sido desenvolvidas até o momento pelo agentes da cadeia da construção civil e pelo governo em prol do gerenciamento de resíduos sólidos no Estado. O seminário aconteceu em meio à expectativa pela divulgação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que estipula metas para os diferentes setores darem destinação adequada a seus resíduos, incluindo, no caso do setor da construção, metas para que os municípios implantem Áreas de Transbordo e Triagem (ATTs), recicladoras e aterros para receber os resíduos inertes da construção.

O evento também contou com paineis que revelaram o estado da arte da gestão de resíduos sólidos na construção civil. Palestraram Flavio de Miranda Ribeiro, assessor técnico do Gabinete da SMA e João Luiz Potenza, diretor do Centro de Projetos da Coordenadoria de Planejamento Ambiental da Secretaria; e Ronaldo Hipolito, gerente de Projeto da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente; entre outros.

O evento também marcou o lançamento da publicação "Resíduos da Construção Civil e o Estado de São Paulo", com os resultados de um relatório elaborado a partir de enquetes do SindusCon-SP e da SMA.

Fonte: Sinduscon - SP

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