Sinduscon-SP prevê crescimento do setor em 2009

Texto: Redação AECweb

Presidente do Sinduscon-SP: “Devemos ter crescido mais de 10% em 2008, e este percentual sairá quando o IBGE recalcular o resultado"

22 de outubro de 2009 - A indústria da construção civil brasileira poderá fechar 2009 com um crescimento de 2,5% a 3,5% em relação a 2008, estimou o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe.

A previsão foi anunciada no painel de debates Como Planejar 2010 - Grandes Setores Expõem suas Perspectivas, realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) com o apoio do SindusCon-SP, que reuniu mais de 200 empresários e executivos na última sexta-feira, na sede daquela entidade.

Segundo o presidente do SindusCon-SP, o PIB da construção cresceu mais de 30% entre 2004 e 2008, sendo que para o ano passado o IBGE estimou um incremento de 8%. “Mesmo com a crise, devemos ter crescido mais de 10% em 2008, e este percentual sairá quando o IBGE recalcular o resultado”, disse.

Em 2010, para um crescimento estimado do PIB em 5%, a construção civil deverá crescer mais de 7%, afirmou Watanabe. Segundo ele, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida reverteu o desânimo dos compradores de imóveis com a crise, o que contribuirá para esse forte crescimento em 2010.

Respondendo a uma pergunta do público, o presidente do SindusCon-SP disse não acreditar em uma bolha imobiliária. “O Brasil tem um mercado financeiro vigoroso e maduro. A demanda vai aquecer e poderá ocasionar evolução dos preços, mas não uma bolha. O problema ainda é fazer caber o custo do imóvel no bolso de um grande contingente de pessoas.”

Outras previsões
O mediador do evento e economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, anunciou que o banco já trabalha com uma previsão de crescimento de 5,4% para o PIB em 2010.

Os demais palestrantes fizeram as seguintes previsões:
- 4% a 4,5% –Denis Ribeiro, estatístico da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia);
- 4,5% a 5% –Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da  Indústria de Base (Abdib);
- 5% –Jackson Schneider, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea);
- 4,5% a 5% –Rubens Sardenberg, economista chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

Sem surpresas
Todos os dirigentes concordaram em que as eleições não deverão trazer mudanças ao rumo da economia. “Poderá haver alguma volatilidade, mas a democracia está consolidada e não há espaço para um terceiro mandato presidencial”, afirmou o presidente do SindusCon-SP.

No evento, foi apresentada pesquisa contratada pela Amcham ao Ibope e realizada com 581 empresários e executivos ligados à câmara de comércio. Ela mostrou que a maioria aposta em PIB maior em 2010 (81% dos entrevistados), incremento das vendas (88%), mais lucros (77%), mais investimentos próprios (57%), inflação dentro da meta (59%), câmbio estável (62%) e juro estável (52%).

Indagados sobre o efeito que as eleições de 2010 teriam nas operações das empresas, 38% responderam que seriam nulos e 25%, positivos.

Em pergunta que permitia múltiplas respostas sobre os principais gargalos previstos, apareceram: carga tributária (74% dos entrevistados), política e regulamentação (57%), desaceleração da economia nacional (50%), redução na economia americana com impactos internacionais (34%), mudanças no mercado consumidor (27%), infraestrutura (25%), retomada da inflação (18%) e desigualdade social e insegurança (13%).

Fonte: Sinduscon-SP