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Sobe preço de material de construção

Texto: Redação AECweb

Apesar de contar com o IPI menor, o setor já aumentou o preço para o consumidor em 12% e em outubro deve anunciar novo reajuste de 20%

14 de agosto de 2009 - O comércio varejista de material de construção começou a repassar, este mês, o aumento nos preços fixados pelas indústrias de PVC e de produtos feitos com alumínio, cobre e zinco. Esses materiais sofreram reajustes de 12% e, até outubro, terão novos reajustes de 20%, totalizando um impacto de 30% em três meses. Além de tubos e conexões, estão sofrendo o impacto insumos de construção como janelas de alumínio, fechaduras, torneiras, pás de pedreiro, carrinhos de mão, enxadas.

"Estamos realizando o repasse da forma menos traumática possível para o consumidor final", salientou o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Elias Conz. Este é o segundo setor que usufrui de descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e que reajustou os preços em agosto. Na semana passada, a indústria automobilística aumentou o valor dos carros entre 0,5% e 1%.

Segundo Conz, o reajuste é explicado pela pressão do mercado internacional influenciada pela crise econômica. "As indústrias do plástico (PVC) e dos três metais reduziram suas produções, mas o mercado voltou a comprar, o que desencadeou o aumento. Menos oferta, maior o preço. Isso demonstra, no entanto, uma leve recuperação da economia mundial", comentou o presidente da Anamaco.

Ele reforça a peculiaridade desses setores. "Existem apenas quatro indústrias de PVC que fornecem para o mundo todo. Elas reduziram suas produções e a retomada demora. No caso do cobre, que em janeiro estava cotado a US$ 3.500 a tonelada, hoje está a US$ 6.200". Os produtos são negociados na Bolsa de Londres.

O executivo pondera que o lado positivo é que estes insumos representam apenas 5% do total de uma obra. "Cimento, aço e tinta, que têm uma relevância maior, estão com os preços estáveis e não estão sofrendo pressão", salientou. O presidente da Anamaco avalia que o aumento poderá, no entanto, ter um rebatimento negativo no programa do governo Minha casa, minha vida, que não aceita aumento no valor dos imóveis a serem contruídos com incentivo federal.

O aumento chega numa época de crescimento de vendas no setor de materiais de construção e a expectativa é que o consumidor passe a adiantar as compras dos produtos que estão em fase de encarecimento. "O ideal é não deixar para comprar metais e PVC em dezembro. Até porque cimento e outros não estão sofrendo pressão."

Fonte: Jornal do Commercio - PE

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