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Sondagem Nacional da Construção aponta confiança no setor

Texto: Redação AECweb

Otimismo mostrou-se um pouco mais cauteloso em relação ao registrado em agosto de 2010

20 de setembro de 2011 - Desde 1999, trimestralmente o SindusCon-SP e a FGV tomam o pulso dos empresários da construção brasileira, com uma enquete relativa ao desempenho das construtoras e a questões como inflação e condução da política econômica.

Realizada em agosto junto a uma mostra de 241 empresários de todo o país, a Sondagem Nacional da Indústria da Construção comemorou sua 50ª edição apontando que o setor continua confiante em relação ao desempenho presente e futuro das construtoras.

Este otimismo mostrou-se um pouco mais cauteloso em relação ao registrado em agosto de 2010, confirmando que a atividade do setor, embora siga aquecida, passa por um processo de ajuste em relação à forte aceleração ocorrida no ano passado.

Entre os entrevistados, de maio para cá a preocupação com a condução da política econômica arrefeceu, embora ela ainda permaneça. O pessimismo em relação à evolução da inflação diminuiu. Já a expectativa de crescimento da economia baixou.

Note-se que a pesquisa foi feita antes da decisão do Banco Central de reduzir os juros. Mas certamente a mudança de atitude da autoridade monetária, confiando numa política fiscal mais austera por parte do governo federal, merece o apoio de todo o setor produtivo. É inimaginável que o Brasil mantenha a maior taxa de juros real do planeta por tanto tempo sem pagar um preço alto em termos macroeconômicos.

Entretanto, outros fatores estarão na mira do empresariado da construção até novembro, para a formação das expectativas com relação ao desempenho do setor e da economia em 2012.

Um desses fatores é o estímulo das políticas públicas à atividade da construção. Será necessário mantê-lo com firmeza, até para que o setor tenha condições de exercer um papel anticíclico, caso paire nova ameaça de recessão sobre o país.

Isto implica fazer avançar a segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida, corrigindo os preços fixados pelo governo para a aquisição de moradias destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 1.600.

Também significa proporcionar segurança jurídica às contratações de obras públicas, efetuando-as sob a égide da Lei de Licitações, mesmo que elas possam ser contratadas sob o Regime Diferenciado de Contratações.

Os programas da União, dos Estados e dos Municípios para incrementar o ensino técnico e formar mão de obra qualificada destinada à construção necessitam ser reforçados e agilizados. O mesmo se espera em relação à desburocratização na aprovação de projetos.

Não menos importantes, ações que desonerem a construção para fomentar sua industrialização precisam prosperar, de forma a elevar a qualidade e a produtividade das obras.

Desta forma, o setor poderá oferecer o melhor de si para assegurar o crescimento econômico e a geração de empregos.

Fonte: Folha de São Paulo

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