Sub-sedes da Copa podem adequar estádios com obras planejadas

Texto: Redação AECweb

Tecnologia italiana ajuda a avaliar as estruturas e desobriga as cidades de apoio a construírem novas arenas para o Mundial de 2014

19 de outubro de 2009 - Os anúncios das cidades-sede da Copa de 2014 e da escolha do Rio de Janeiro para receber a Olimpíada de 2016 representam muitos investimentos para o Brasil, mas parecem isolar os eventos esportivos apenas nesses locais, excluindo o resto do Brasil.

Porém, essas não serão as únicas cidades a verem a bola rolar. De acordo com o ministro do Esporte Orlando Silva outras 35 cidades funcionarão como pontos de apoio para receber as seleções durante o Mundial de 2014.

Esses municípios precisarão se preparar para os jogos, e um ponto chave será a adaptação dos estádios para os treinos dos times internacionais. Nem todas as cidades terão tempo e recursos para construir novos estádios.

Em muitos casos, fazer uma nova arena é até mesmo contraproducente: a infraestrutura existente já atende aos habitantes da região, e as novas construções podem ficar sem uso, virando os chamados “elefantes brancos”.

Uma boa solução é adaptar os estádios já existentes com obras planejadas. “É necessário pensar sempre nas características dos esportes que serão praticados e eventos que serão realizados no local, primando pela segurança de atletas e torcedores”, afirma Marco Juliani, diretor da IEME Brasil Engenharia Consultiva.

A empresa trabalha com tecnologia italiana de avaliação dinâmica de estruturas, que permite detectar problemas estruturais nas arquibancadas dos estádios em decorrência de vibrações excessivas da plateia.

"Por meio de um equipamento chamado Vibrodina, simula-se vibrações transmitidas à estrutura da obra. Os efeitos são registrados por uma rede de sensores que envia os sinais a um sistema de filtros e amplificadores que vão depurá-los e arquivá-los”, explica Juliani. Os registros recebidos transformam-se em informações técnicas que servirão de base para as propostas de solução.

Um dos locais onde o simulador permitiu uma solução inovadora foi no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, em São Paulo, que vinha apresentando problemas de vibração nas arquibancadas.

O ensaio dinâmico realizado pela Vibrodina levou à instalação de um conjunto de molas e amortecedores que aliviam o impacto, evitando o comprometimento da estrutura. Fora a redução de custos, a solução impediu que obras de reforço prejudicassem o projeto original do estádio.

A Vibrodina já fez tremer as arquibancadas dos estádios Maracanã, no Rio de Janeiro, e Palestra Itália, em São Paulo. Essa mesma tecnologia foi utilizada durante a adequação de diversos estádios italianos para a Copa de 1990, como o San Siro de Milão, o Delle Alpi de Turim e o Olímpico de Roma.