Terceira fase do ‘Minha Casa’ está em estudos

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

De acordo com Dilma, déficit habitacional no país ainda não foi superado

21 de novembro de 2013 - A presidente Dilma Rousseff, disse ontem, durante discurso na 5ª Conferência das Cidades, em Brasília, que ainda avalia a criação da terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida. A expectativa do setor da construção civil, manifestada mais cedo ontem pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, era que a continuidade do programa fosse anunciada durante o evento.

Segundo Dilma, o déficit habitacional no país ainda não foi superado, por isso existe a necessidade de se estudar a continuidade do programa. "Independentemente do que aconteça em 2014, estamos avaliando a continuidade", disse. Ela destacou que é preciso definir qual será o novo desafio em termos de construção de casas.

A presidente comemorou a contratação de 2 milhões de unidades habitacionais em seu governo, sendo que 1,4 milhão de casas já foram construídas. A meta, segundo Dilma, é contratar mais 750 mil unidades até o fim do governo. Lançado em 2009, o programa Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda entre R$ 1,6 mil e R$ 5 mil - quanto menor a renda, maior o subsídio concedido pelo governo federal.

A presidente também chamou a atenção para os R$ 50 bilhões investidos pelo governo federal em mobilidade urbana após as manifestações nas ruas em junho. Segundo ela, investimentos já eram feitos antes dos protestos e foram aplicados R$ 93 bilhões no setor até junho, A prioridade, de acordo com Dilma, é o transporte sobre trilhos, principalmente metrô e veículos leves sobre trilhos. Outro foco é estimular a integração entre os meios de transporte e o bilhete único para reduzir os custos das tarifas.

Para a presidente, investir em mobilidade urbana é importante para reduzir o tempo que as pessoas levam para ir do trabalho para casa. "O tempo interfere na vida das pessoas. Quem tem mais tempo? O rico ou o pobre. O mais rico, é claro", afirmou.

Dilma disse ainda que tem "uma fixação por saneamento básico" e que, em seu governo, já foram aplicados R$ 93 bilhões no setor. No passado, segundo ela, cerca de R$ 500 milhões eram investidos no setor em todo o país, mas agora essa curva mudou. "Uma cidade do Brasil hoje recebe R$ 500 milhões, não o país inteiro."

Na avaliação da presidente, muitos não investem em saneamento básico, porque fica tudo "escondido lá no solo". "Tubos e canos estão lá embaixo. Ninguém vê, mas é fundamental para o país" ter água e esgoto tratado para melhorar o índice de desenvolvimento humano.

Fonte: Valor Econômico