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Trabalhadores da construção têm reajuste de 9,75%

Texto: Redação AECweb

SindusCon-SP e os Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário assinaram Convenção abrangendo 75 cidades

26 de maio de 2011 - O SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e os Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Bauru, Botucatu, Campinas, Guaratinguetá, Guarulhos, Itapevi, Jacareí, Mogi das Cruzes, Santo André, Tambaú e Região assinaram em 24 de maio a Convenção Coletiva de Trabalho relativa à data-base de 1º de maio, abrangendo 75 municípios.

Os trabalhadores tiveram reajuste salarial de 9,75%. Aqueles contratados a partir de 1º de maio de 2010 até 30 de abril de 2011 tiveram reajuste proporcional.

Os pisos passaram a ser os seguintes:

Trabalhadores não qualificados –servente, contínuo, vigia, auxiliares de trabalhadores qualificados e demais trabalhadores cujas funções não demandem formação profissional: R$ 910,80 mensais ou R$ 4,14 por hora, para 220 horas mensais.

Trabalhadores qualificados –pedreiro, armador, carpinteiro, pintor, gesseiro e demais profissionais qualificados não relacionados: R$ 1.086,80 mensais, ou R$ 4,94 por hora, para 220 horas mensais.

Trabalhadores qualificados em obras de montagem de instalações industriais: R$ 1.328,80, ou R$ 6,04 por hora, para 220 horas mensais.

De acordo com o vice-presidente de Capital-Trabalho do SindusCon-SP, Haruo Ishikawa, "o reajuste é fruto da negociação entre as partes, e o SindusCon-SP espera que os sindicatos dos trabalhadores se unam às empresas em favor de uma maior qualificação dos trabalhadores e da desoneração dos investimentos em novas tecnologias que elevem a produtividade. Desta forma, com aumento da produtividade, se buscará atenuar o efeito do aumento salarial sobre o custo das obras".

Alimentação - O valor do tíquete-refeição subiu para R$ 13,80. Dentre as opções de alimentação, a cesta básica de 36 quilos foi mantida com uma composição mais balanceada. As empresas também têm a opção de fornecer, em vez da cesta básica, um vale-supermercado mensal no valor de R$ 140,00. Também deverá ser fornecido café da manhã e lanche da tarde.

Subiu para R$ 35 mil a indenização mínima que a empresa que não mantiver seguro de vida em grupo deverá pagar, na ocorrência de morte ou invalidez permanente por acidente de trabalho.

Inserção da mulher - Em outra cláusula, as partes se comprometem a envidarem esforços visando a inserção de mulheres no mercado de trabalho da construção civil.

As disposições da convenção deverão valer para os municípios de:

Bauru, Lençóis Paulista, Lins, Lucianópolis, Macatuba, Pederneiras, Pirajuí, Piratininga, Pongai, Presidente Alves, Reginópolis, Sabino, Ubirajara, Uru, Águas de Santa Bárbara, Agudos, Alvinlândia, Arealva, Areiópolis, Avaí, Balbinos, Boracéia, Borebi, Cafelândia, Espírito Santo do Turvo, Getulina, Guaimbê, Guarantã, Iacanga, Iaras e Júlio Mesquita; Botucatu; Campinas, Americana, Amparo, Cosmópolis, Jaguariúna, Novo Odessa, Paulínia, Santa Bárbara D´Oeste, Sumaré e Valinhos; Guaratinguetá, Cachoeira Paulista, Bananal, Queluz, Silveiras, Areias e São José do Barreiro Guarulhos; Itapevi, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Jandira, Mairinque, Pirapora do Bom Jesus, Santana do Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista; Jacareí; Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Santa Isabel e Suzano; Santo André, Ribeirão Pires, Mauá e Rio Grande da Serra; Tambaú, Casa Branca, Santa Cruz das Palmeiras e Vargem Grande do Sul.

Continuam em vigor as demais disposições da convenção coletiva firmada em 2010, como a obrigatoriedade do fornecimento de protetor solar, de uniforme, o valor das horas extras e o banco de horas.

Fonte: Sinduscon-SP

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