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Vencedor para projeto da Casa de Rui Barbosa é anunciado

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Arquitetos Caio Calafate, Pedro Varella, Sérgio Garcia e Fabiana Araújo, do grupo Carioca Arquitetura, projetaram uma praça pública onde o prédio será implantado

16 de dezembro de 2013 - Redescoberta pelo mercado imobiliário há alguns anos, a Rua Assunção, em Botafogo, vai ganhar agora um novo prédio e uma praça. O Centro de Preservação de Bens Culturais da Casa de Rui Barbosa será construído, a partir de 2015, num terreno de dois mil metros quadrados localizado nos fundos do centro cultural e voltado para a rua.

Escolhidos por um concurso público de arquitetura promovido pela Casa em parceira com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), os arquitetos Caio Calafate, Pedro Varella, Sérgio Garcia e Fabiana Araújo, do grupo Carioca Arquitetura, projetaram uma praça pública onde o prédio será implantado.

- Essa foi uma das principais premissas do nosso projeto, pois essa rua, que até alguns anos atrás tinha apenas oficinas mecânicas, vem passando por uma modificação intensa, com a construção de muitos prédios residenciais nos últimos anos. Então, era preciso que o projeto ajudasse também a qualificar aquela área - explica Varella.

Brises e camada de ar barram calor

O prédio vai abrigar o acervo de escritores brasileiros dos últimos séculos e documentos importantes como a primeira Constituinte Republicana de 1889, redigida por Rui Barbosa. São mais de 200 mil obras, que estão hoje no subsolo do prédio anexo à Casa, e que vão ganhar um espaço que terá a tecnologia a favor de sua conservação.

Por ser um prédio construído especificamente para abrigar um acervo, era importante cumprir algumas exigências técnicas. Uma delas é a temperatura que deve ser mantida constantemente em 20°C, o ideal para a conservação do acervo. O prédio será construído com estruturas pré-moldadas de concreto que recebem uma camada interna de drywall. Mas, entre elas, haverá uma camada de ar. Com isso, apesar da forte insolação no local, o calor não chega ao interior do edifício, o que reduz a necessidade do uso de ar condicionado para aclimatar ambientes internos do prédio garantindo uma maior eficiência energética.

Com cinco andares, o edifício terá três pavimentos dedicados apenas ao acervo e outros dois onde ficarão funcionários e pesquisadores. Nesses, a fachada terá brises verticais que, além de permitirem que aqueles que estão dentro do prédio vejam a rua, também servem como bloqueadores do calor e permitem melhor circulação do ar. Outro ponto importante do projeto é que entre o prédio anexo, já existente, e o novo será construído um pavilhão de exposições com uma pérgula.

- Isso dá um caráter mais público à instituição, que hoje não tem um espa¬ço específico para realizar exposições - conta Varella.

A obra deve custar R$ 1 milhão e será financiada pelo Ministério da Cultura. Os arquitetos vencedores terão 12 meses para concluir o projeto e, após esse prazo, será realizada a licitação para a obra, que deve começar em 2015 e ser concluída dois anos depois.

Fonte: O Globo
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