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Venda de cimento cresce 20,6%

Texto: Redação AECweb

Avanço da construção civil e primeiro trimestre de 2009 ruim, explicam crescimento do cimento

13 de abril de 2010 - Sustentada pelo avanço da construção civil nos últimos meses, a venda de cimento no Brasil no mês passado foi 20,6% maior que no mesmo mês de 2009. Foram 5,1 milhões de toneladas vendidas em março.

Além do impulso da construção civil, o que ajuda a explicar esse crescimento robusto foi o primeiro trimestre ruim de 2009. Ainda mergulhado na recessão, o país sentia os efeitos da crise financeira internacional. A queda das vendas foi generalizada e atingiu também o cimento, explica José Otávio Carvalho, vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Construção Civil.

“No primeiro semestre de 2009, as vendas foram fracas. Nossa projeção para aumento do consumo este ano é de 7,5%. Estamos revendo esses números, mas a expansão deve ficar só um pouco mais alta. A crise foi menos danosa à indústria do cimento”, disse.

Enquanto a produção industrial no país recuou 7,4% em 2009, na maior queda desde 1990, as cimenteiras conseguiram manter a produção no mesmo nível de 2008. E hoje está 2,6% acima do período pré-crise. “O setor vinha crescendo desde 2006 e deu uma parada em 2009. Apesar do primeiro semestre fraco, conseguimos compensar no segundo”, afirmou Carvalho.

Crédito bate recorde com fim de IPI menor para automóveis
Para ele, ainda permanecem os fatores que provocaram a expansão da venda de cimento nos últimos anos: nova regulação, mais dinheiro para habitação liberado por bancos privados e pela Caixa Econômica Federal, aumento da massa salarial. A novidade este ano é a habitação popular. Até a crise de 2008, os lançamentos para a classe média e classe média alta sustentavam a venda.

Agora, com o programa de atendimento de classes com nível de renda mais baixo, o consumo voltou a crescer. Esse segmento responde por 90% do déficit habitacional. Já as obras de infraestrutura ainda respondem pouco pela venda de cimento no Brasil. Pela avaliação de Carvalho, chegam a 20% das vendas. Outro indicador da retomada da atividade econômica, a demanda por crédito bateu recorde em março e foi influenciada pelos alívios fiscais promovidos pelo governo.

Segundo o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que procurou crédito no mês passado cresceu 18,3% em relação a fevereiro. É o maior patamar desde janeiro de 2007, quando o indicador passou a ser calculado. O resultado de março superou a melhor marca registrada até então, de maio de 2008.

Segundo os economistas da Serasa, os consumidores aproveitaram o último mês de desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP0 em automóveis e produtos da linha branca para parcelar as suas compras. Além disso, março teve mais dias úteis (23) que fevereiro (18).

"A atual conjuntura favorável da inadimplência do consumidor e da evolução da massa real de rendimentos também constituem alavancas importantes para o crescimento vigoroso do crédito", explica a Serasa por meio de uma nota. Na comparação de março deste ano com março de 2009, a demanda do consumidor por crédito subiu 32,5%, também um recorde.

Fonte: O Globo

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