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Venda de imóveis sinaliza que crise passou

Texto: Redação AECweb

Cenário é explicado por aquecimento nas vendas e recuperação no setor da construção civil

29 de julho de 2009 - Os bons resultados na venda de imóveis e a recuperação no setor da construção civil sinalizam que a pior fase da crise econômica já passou. O aquecimento nas vendas se deve à divulgação do programa "Minha Casa, Minha Vida" do governo federal, que deixou o segmento em evidência.

A confiança do consumidor, o crédito e os financiamentos, que podem chegar até três décadas, ajudam a explicar este cenário. Além disso, com a constante redução da taxa Selic estão de volta aos plantões de venda os clientes que veem o imóvel como um investimento.

Números do Secovi de São Paulo mostram que 21% das unidades disponíveis em maio foram vendidas; a taxa chegou a 5% em 2008. Ainda de acordo com o Sindicato da Habitação, 28 mil imóveis devem ser lançados neste ano, ante 34 mil no ano passado. O pacote do governo já refletiu nas vendas e na procura por empresas que atuam principalmente com o segmento popular.

Ao repórter Leandro Andrade, o presidente da construtora Tenda, Carlos Trostli, revela ser considerável a demanda gerada pelo plano federal. O desempenho das vendas ainda deixa a desejar em relação aos primeiros quatro meses de 2008, mas está próximo da média de 2006. Os especialistas observam que os dois últimos anos foram atípicos e, por isso, 2006 é adotado como ano de referência para comparações.

Outro dado relevante no mercado de São Paulo é que o preço dos imóveis não sofreu redução por conta da crise financeira mundial. O especialista em Direito Imobiliário e consultor da Jovem Pan, Márcio Bueno, explica que este é um bom momento para se comprar. Os números divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção também apontam para uma melhora no setor da habitação.

As vendas no primeiro semestre recuaram 16% na igual comparação com 2008, mas, nos últimos 12 meses, essa queda é de apenas 2%. O presidente da Abramat, Melvin Fox, lembra, inclusive, que a variação dos resultados nos últimos quatro meses tem sido bem pequena. Além disso, ele diz que o desempenho em junho também foi o segundo consecutivo de alta na comparação mês a mês.

O mercado começa a se deparar também com o início da retomada da demanda por imóveis destinados às faixas de renda média e média-alta. Um dos principais estímulos por essa procura foi a ampliação, para R$ 500 mil, do limite máximo do imóvel a ser financiado com recursos do FGTS.

Fonte: Jovem Pan – SP

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