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Venda de materiais de construção cresce 20%

Texto: Redação AECweb

Crescimento é reflexo do bom momento do setor de construção civil e da base de comparação baixa

23 de abril de 2010 - A indústria de materiais de construção apresentou crescimento de quase 20% no acumulado do primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado foi impulsionado pelo apetite das grandes construtoras, estimuladas pelos incentivos governamentais no setor da construção civil, como a extensão do prazo de desoneração do IPI dos materiais de construção até o fim do ano, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa Minha Casa, Minha Vida.

O resultado superou as expectativas do setor, que esperava um resultado de 15% para os três primeiros meses do ano. Os números, no entanto, mostram um quadro de recuperação da indústria de materiais de construção, que chegou a acumular queda anualizada de 17% com a crise econômica - resultando em uma base de comparação baixa.

Março foi o quinto mês consecutivo com variação positiva do faturamento das vendas do setor na comparação com o mesmo período do ano anterior, após 12 meses consecutivos de quedas. Na comparação anual, março apresentou crescimento de 25,8%. Frente a fevereiro o avanço foi de 22,6%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice ainda apresenta queda de 4,89%.

"O crescimento elevado foi observado tanto nos materiais básicos como nos de acabamento, refletindo a expansão da atividade do setor como um todo", avalia a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). A entidade aposta na continuidade do crescimento acelerado nos próximos meses.

"Basicamente, não é apenas a construção formal que anima o setor. Quando a economia está estável, as pessoas se encorajam e a tão sonhada reforma do imóvel acaba saindo do papel. Tudo isso alimenta a cadeia e tem reflexos na economia como um todo", avalia o consultor do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR), Marcos Kahtalian.

Segundo o presidente da Federação das Associações dos Comerciantes de Materiais de Construção do Paraná (Fecomaco-PR), Adriano Montanari, apesar de aquecidas, as vendas do varejo não acompanham o mesmo ritmo apontado pela indústria. Isso porque cerca de 90% das vendas no varejo são formadas pelo chamado "consumidor formiguinha", que compra materiais em pequenas quantidades para reformas e benfeitorias em imóveis próprios, com gasto médio de R$ 400 por compra.

Este é o caso do casal Juliana Silva Merege e Márcio Salmos, que desde novembro do ano passado vem tentando concluir a reforma da casa. "Compramos de acordo com o que precisamos no momento. Devido ao preço, achamos melhor ir gastando aos poucos, por isso a reforma está demorando para sair", explica Salmos, que agora pretende terminar a rerorma do banheiro.

Já a professora Luciane de Albuquerque optou por comprar de uma só vez todo o material de acabamento para finalizar a construção de sua casa nos próximos dois meses. Como a compra ficou em R$ 10 mil, ela financiou o valor no cartão de crédito da própria loja, em dez vezes sem juros.

Segundo o vice-presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Curitiba (Acomac), Rogério Martini, o varejo da construção teve crescimento médio de 5% no ano passado, e espera um acréscimo de 8% em 2010.

"A melhoria do padrão de renda e a recuperação de empregos têm ajudado o mercado. Boa parte dos consumidores que migrou de uma classe social para outra está aproveitando os incentivos governamentais para recuperar o consumo reprimido", avalia.

Martini aponta o financiamento através do Construcard, da Caixa Econômica Federal, como grande alavancador das vendas. "Seguramente, grande parte do crescimento está relacionado à essa forma de crédito. Isso vale para as pequenas, médias e grandes lojas."

Fonte: Gazeta do Povo - PR

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