Venda de materiais de construção deve aumentar o dobro da taxa do PIB

Texto: Redação AECweb

Presidente da Anamanco diz que expectativa do setor é crescer acima de 10%

22 de janeiro de 2010 - O boom dos financiamentos habitacionais com recursos da caderneta de poupança e as perspectivas favoráveis para o aumento da renda da população levaram o comércio de materiais de construção a projetar para este ano uma taxa de crescimento de vendas que é o dobro da esperada para o Produto Interno Bruto (PIB).

"Em 2010, para uma taxa de crescimento do PIB prevista para mais de 5%, esperamos crescer acima de 10%", afirma o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Claudio Conz. A entidade representa 138 mil lojas de materiais de construção espalhadas pelo País.

Conz observa que o ano começou aquecido para o setor. Já em dezembro, o crescimento foi muito forte, de 20% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse efeito batizado pelos economistas de carry over, a transferência do ritmo de crescimento de um ano para o outro, é um forte indício de que o cenário será promissor este ano.

O presidente da Anamaco ressalta que a maior demanda por materiais de construção em razão do programa habitacional do governo (Minha Casa Minha Vida) deverá ter impacto nas vendas dos produtos ao longo deste ano. Além disso, parte dos financiamento habitacionais são para compra de imóveis usados. "Comprador de imóvel usado é 100% cliente das revendas de materiais de construção."

Apesar da crise financeira que afetou a economia no ano passado e levou o PIB brasileiro à estagnação, o comércio de materiais de construção encerrou 2009 com crescimento de 4,2% ante 2008. Em 2009, o setor faturou R$ 45,04 bilhões.

Na análise de Conz, a taxa de crescimento alcançada em 2009 foi a menor dos últimos dez anos. "Mas, para um ano (2009) que começou muito ruim, com retração de 15% na comparação com 2008, o resultado final foi extraordinário."

Ele atribui parte desse desempenho à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 40 itens, que termina no dia 30 de junho.

Fonte: O Estado de S. Paulo - SP