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Vendas da PDG crescem 76% no trimestre

Texto: Redação AECweb

Lançamentos da PDG no trimestre foram de 910 milhões de reais

22 de outubro de 2009 - A PDG Realty, que tem participação em várias empresas do segmento imobiliário, confirma a tendência do setor de novos recordes de vendas e da volta mais agressiva dos lançamentos.

A companhia, que acaba de captar pouco mais de R$ 1 bilhão em uma nova oferta de ações, vendeu R$ 788 milhões entre julho e setembro. Nos primeiros nove meses do ano, as vendas somaram R$ 1,92 bilhão.

As vendas do terceiro trimestre tiveram alta de 76% em relação ao mesmo período do ano passado e 11% sobre o trimestre anterior, que já havia sido recorde. A velocidade de vendas da companhia nos três meses foi de 33%.

A PDG foi uma das empresas que mais lançou no trimestre - a maioria das companhias vinha adotando postura extremamente conservadora na política de novos produtos até junho. Os lançamentos somaram R$ 910 milhões, alta de 48,1% sobre o trimestre anterior (quando o ritmo ainda estava lento) e de 29,4% sobre o terceiro trimestre do ano passado. "O mercado está saudável em todas as categorias, voltou a ter espaço para os lançamentos", diz Michel Wurman, diretor financeiro e de relações com investidores. "Já vendemos 53% do que lançamos."

Com o aumento dos lançamentos, a venda de estoque diminuiu em relação ao trimestre passado - embora continue alta em termos absolutos. Do total vendido no terceiro trimestre, R$ 309 milhões foram estoques (imóveis em obra ou prontos). No segundo trimestre, os estoques representaram 63% das vendas e no terceiro, 39%.

Assim como as demais empresas do setor estão fazendo para aproveitar a demanda do programa habitacional do governo, a PDG reduziu o preço médio dos produtos mais baratos. O preço de R$ 174 mil no fim do ano passado está agora em R$ 127 mil.

Seu principal veículo para baixa renda é a Goldfarb, mas segundo o Valor publicou, a empresa está negociando a compra da nordestina Norcon. Em comunicado ao mercado, a companhia confirmou que analisa o ativo.

A participação das unidades que custam menos de R$ 130 mil - elegíveis ao programa Minha Casa, Minha Vida - nos lançamentos econômicos da PDG diminuiu de 64% no segundo trimestre para 55% no terceiro trimestre. Mas está bem acima dos níveis históricos - no ano passado, essa participação estava na casa de 20%. "Em mercados como São Paulo e Rio, há demanda para produtos fora do pacote, entre R$ 150 mil a R$ 200 mil", diz o diretor. "Não dá pra ficar de fora desse segmento."

A PDG encerrou uma oferta de ações, na qual captou R$ 1,058 bilhão. A demanda pelos ativos foi elevada, o que permitiu a colocação integral dos lotes suplementar e adicional. Do total, R$ 784 milhões foram para o caixa da empresa - que se comprometeu a utilizar os recursos na compra de novos terrenos, investimentos em seu portfólio, construção de obras e capital de giro - e os R$ 274,4 milhões restantes para o acionista vendedor, o fundo UBS Pactual Desenvolvimento e Gestão I.

O investidor estrangeiro comprou 73,09% dos ativos ofertados pela PDG Realty. O interesse dos estrangeiros pelas incorporadoras é alto. No caso da Rossi, que também acaba de fazer uma oferta, os estrangeiros levaram 72,5%. Na MRV, que inaugurou a nova rodada de captações do setor, os estrangeiros representaram 70%. "Antes, eram os fundos de América Latina que nos procuravam. Agora são investidores globais, que nos comparam com ativos do mundo inteiro", afirma Wurman.

Fonte: Valor Econômico

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