Vendas de materiais de construção ficam estáveis em setembro

Texto: Redação AECweb

Com os números registrados no mês, o setor acumula 9,5% de crescimento nos últimos 12 meses

08 de outubro de 2010 - O volume de vendas no varejo de material de construção manteve-se estável no mês de setembro, segundo a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). Em relação ao mesmo período em 2009, o desempenho foi de 1,5%.

Com os números registrados no mês, o setor acumula 9,5% de crescimento nos últimos 12 meses e 10,6% de crescimento neste ano sobre o mesmo período de 2009.

Os resultados também apontam que, no mês de setembro, apenas os segmentos de aço, fios e cabos e tinta tiveram crescimento de 2% cada. Já os setores de tubos e conexões e argamassas tiveram queda de 4% e 3,5%, respectivamente. Os demais segmentos analisados na pesquisa mensal, como metais sanitários, interruptores, plugues e tomadas, cerâmicas de revestimento, telhas e caixa de fibrocimento e cimento tiveram desempenho estável.

Segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, o balanço mensal surpreende, já que o comércio ligado ao setor "estava bastante otimista".

"O estudo questionou os comerciantes sobre a expectativa para outubro e eles continuam otimistas, prevendo forte recuperação", completa Conz.

Para a diretora do SindusCon-SP (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado de SP) regional, Rosana Carnevalli, essa estabilidade em setembro pode ser vista de forma positiva. "Hoje, muitas famílias passaram a ter a possibilidade de comprar uma casa própria, deixando a construção própria de lado - o que é muito bom", conta.

Rosana completa que a estabilidade de crescimento não demonstra crise no setor. "O fim do ano está aí e quem já tem sua casa, com certeza, vai aproveitar o 13º salário para comprar tintas e artigos que deixem a residência mais nova para o fim do ano."

Imposto

Segundo o presidente da Anamaco, as vendas em outubro devem ser fortemente influenciadas pela proximidade do fim da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), previsto para 31 de dezembro.

"A proximidade do fim do IPI reduzido para os produtos do setor deve impulsionar algumas reformas. Além disso, as construtoras devem antecipar suas encomendas, pois os preços dos produtos com redução de IPI em vigor devem subir, em média, 8,5% com o fim da medida. Por isso é, também, excelente época para o consumidor que pretende reformar ou construir, concretizar sua obra e economizar", diz Conz.

Fonte: Diário do Grande ABC - SP