Vendas de material de construção caem 2,5% em setembro

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Greve dos bancos afetou diretamente o setor, que vinha com 3% de alta até dia o 25

08 de outubro de 2012 - Após leve recuperação em agosto, as vendas de material de construção em todo o país apresentaram queda de 2,5%, de acordo com a pesquisa mensal realizada pela Anamaco – Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção. Em relação a setembro de 2011 a queda foi de 6% e nos últimos 12 meses o setor apresenta uma variação positiva de 0,5%.

O melhor desempenho no período ficou com o Nordeste, onde 33% dos lojistas afirmaram ter registrado um aumento no volume de vendas. Já a região Sul, foi a que registrou menor crescimento.

De acordo com o presidente da Anamaco Cláudio Conz, o principal fator que influenciou a queda foi a greve dos bancos, no final do mês. “Segundo nosso estudo, o mês de setembro esteve sempre positivo na comparação com o mês anterior em todas as semanas medidas e vinha acumulando um aumento bastante importante de 3% ate a penúltima semana do mês”, disse. “Com o inicio da greve no setor bancário, e a forte dependência que o setor tem do movimento de cheques e pagamentos a vista, bem como a dificuldade dos correntistas para obter informações referentes aos saldos, vimos as vendas despencarem na última semana, o que prejudicou o resultado final”, completou.

A Anamaco espera um forte incremento de vendas em outubro e novembro, normalmente os melhores meses de vendas para o setor. Com o resultado de setembro, o ano de 2012 ficou negativo em 2,5%, já que 6 meses foram de variações negativas, 2 meses positivas e 1 mês neutro quando comparado ao mesmos meses de 2011.

“Será necessário um forte crescimento neste último trimestre para que possamos atingir nossa meta revista do ano de 4,5%, levando-se em consideração que 60% das vendas acontecem no segundo semestre e é bastante concentrada nos meses de setembro, outubro e novembro” afirmou Cláudio Conz. “Como setembro não foi bem, teremos de crescer acima de 7% nos próximos dois meses para fecharmos o ano dentro da meta. É bastante possível e nossa pesquisa demonstra que os revendedores estão bastante otimistas com o que irá acontecer neste período”, acrescentou.

Em 2011, o varejo de material de construção cresceu 4,5% sobre 2010, atingindo um faturamento total de R$ 52 bilhões.

Financiamentos

Segundo a Anamaco, assim que foi normalizado o movimento bancário, as vendas retomaram o movimento crescente. Para o presidente da entidade, as vendas agora tendem a crescer, impulsionadas especialmente por ações mais agressivas de disponibilização de crédito. Neste cenário, tem destaque a nova linha do Banco do Brasil em parceira com a associação, que oferece crédito para a aquisição de material de construção pelas pessoas físicas, com taxas de juros a partir de 1,49% a.m., no âmbito do BOMPRATODOS.

A contratação dessa linha de crédito é realizada diretamente nas lojas que comercializam os produtos. Assim, o lojista pode receber à vista suas vendas e o consumidor ganha até 54 meses para pagar suas compras. Além disso, envolve também as linhas BB Crédito Empresa – Material de Construção e Cartão BNDES, que beneficiam as micros e pequenas empresas. O convênio também inclui condições especiais para as linhas BB Crédito Empresa Material de Construção e Cartão BNDES, para micro e pequenas empresas.

A Caixa Econômica Federal também esta otimizando suas ações, além de agilizar as operações do Construcard. A entidade deverá, ainda no mês de outubro, rever as operações do Caixa Fácil, com juros mais acessíveis também para facilitar os financiamentos para material de construção.

Entre os bancos privados, tem destaque o programa João-de-Barro do Bradesco, que vem ganhando espaço entre os correntistas. Trata-se de um produto bastante competitivo em termos de taxas e facilidade para se obter o crédito. Os financiamentos tem prazo de até 48 meses, com taxas a partir de 1,89%a.m.

Fonte: Anamaco