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Vendas de novos imóveis até R$ 130 mil sobem 40%

Texto: Redação AECweb

Mercado como um todo, entretanto, cresceu 0,6% no ano passado, indicando um equilíbrio entre compra e demanda. Lançamentos geraram faturamento de R$ 12 bilhões

13 de janeiro de 2011 - As vendas de novos imóveis residenciais para a população economicamente menos favorecida registraram as maiores elevações na cidade de São Paulo. Entre janeiro e novembro de 2010, as vendas de imóveis de valor até R$ 130 mil foram 40% maiores que em 2009.

O programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida e a isenção de tributos para o ramo da construção foram alguns dos fatores que contribuíram para que o setor atingisse seu ponto de equilíbrio em termos de volume de venda, preços e ofertas no ano, conforme destacou o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana.

De acordo com o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, o município tem uma demanda reprimida da população por moradias e os imóveis populares - de até três dormitórios - se ajustam ao bolso das famílias das classes C e D. Já as vendas de imóveis novos de luxo, para a classe média alta, deverão permanecer estáveis.

De acordo com informações de Crestana, as vendas devem avançar em torno de 5% em 2011. "Pode até crescer mais que 5% porque os negócios imobiliários devem acompanhar o ritmo do Produto Interno Bruto (PIB)", afirmou.

O presidente do Secovi, disse que o aumento da renda e da geração de emprego, a oferta de concessão de crédito e a redução das taxas de juros de imóveis devem manter o bom desempenho do setor.

Entre janeiro e novembro do ano passado, a aquisição de lançamentos somaram 30,9 mil unidades, enquanto que em igual período de 2008, o número foi de 34 mil imóveis. Incluída a estimativa para dezembro, as vendas até o último mês do ano devem alcançar 36 mil moradias. O número representa de 0,6% de crescimento em relação com o resultado de 2009.

Equilíbrio


Na avaliação do presidente do Secovi-SP, apesar de o setor fechar o ano praticamente estável em comparação a 2009, o resultado é satisfatório. "Estamos satisfeitos com os dados que mostram a consolidação do mercado imobiliário de São Paulo em função de uma década bastante produtiva", afirmou ele.

A receita do setor imobiliário em toda a Região Metropolitana de São Paulo de janeiro a novembro, no entanto, deu um salto. O faturamento totalizou R$ 12 bilhões, expansão de 24% em comparação com o resultado de 2009.

Migração

Com a baixa preocupante de estoques de imóveis decorrentes de falta de terrenos, as incorporadoras buscam alternativas nas cidades da Região Metropolitana de São Paulo, no Grande ABC, por exemplo, está havendo aumento de lançamentos imobiliários. "A migração está relacionada com a evolução de projetos habitacionais que atualmente pensam também em fatores de infraestrutura", disse Crestana.

Em toda a região metropolitana, foram vendidos, de acordo com informações da entidade, 58 mil imóveis novos no período de 2010. Em 2008, o montante foi bem maior, de 63 mil unidades.

Na capital paulista, o número de lançamentos de imóveis comerciais - 4 mil unidades - subiu 17% na comparação com o ano de 2009.

Fonte: Diário do Comércio - SP

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