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Volume na entrada de aço no Brasil tem aumento de 266,6%

Texto: Redação AECweb

Importações de aço continuam aceleradas para construção

02 de junho de 2010 - O ritmo das importações totais de aço (tanto para a construção, quanto para a produção de eletroeletrônicos e automóveis) se mantém acelerado, conforme mostra a estatística do mês passado, quando 500 mil toneladas entraram no Brasil, das quais 108 mil de produtos para construção. A soma dos desembarques no país ficaram 266,6% acima do resultado de abril de 2009. Desde as primeiras tentativas de importar diretamente o insumo, as construtoras demonstraram esperança de reduzir os custos. Em janeiro deste ano, 10 cooperativas ligadas à Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) negociavam a compra de material importado, incluindo o aço.

Elas reclamavam que chegavam a pagar R$ 1,8 mil por tonelada do produto importado, ante preço médio de R$ 3 mil pelo nacional. O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) preferiu não se pronunciar sobre a tendência do mercado, agora, com a entrada mais firme do aço importado. As siderúrgicas, por sua vez, contestam a versão de que o mercado é muito concentrado e de que são responsáveis por pressões na inflação. "Não vamos mais permitir que o setor seja utilizado como alavancagem de preços . O impacto dos reajustes aplicados pelas usinas na cadeia de produção não é o que se alardeia", afirma Marco Polo de Mello Lopes, vice-presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr, o antigo IBS).

De acordo com o IABr, em outros países a concentração na produção siderúrgica é maior e em outros ramos da indústria ocorre o mesmo. A importação é uma variável normal de mercado, conforme Mello Lopes, desde que respeitadas as regras da legislação brasileira. No ano passado, o IABr fez 84 denúncias de má qualidade do aço vendido no Brasil, das quais pouco menos de 10% referentes a produtos importados.

Fonte: Estado de Minas - MG

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