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Pedras naturais são boas opções para construir ou decorar

Resistentes e de fácil manutenção podem ser usadas em fachadas, áreas externas, revestimento de pisos e paredes

Por Vanessa Moura

Mármore

Todas as rochas podem ser usadas em diversas etapas da construção civil, mas cada uma tem um propósito. Segundo Grafira Dias, engenheira e decoradora, o material diferencia-se pelo tipo de solo em que foi constituído, pelos minerais de sua composição e ainda pelo processo geológico em que foi submetido. “São essas variações que determinam como as rochas devem ser aplicadas”, esclarece a profissional.

Grafira alerta ainda que a utilização inadequada do material pode levá-lo ao desgaste precoce e a prejuízos econômicos. Por isso, é importante considerar o meio físico e as recomendações de uso para cada tipo de rocha. Confira as pedras mais utilizadas na construção e suas indicações:

  • Pedra brita ou britada – ideal para fazer concretos, fundações, estruturas, calçadas etc.
  • Cimento – ideal para fazer concretos, fundações, estruturas, calçadas etc.
  • Granito – utilizado na execução de pias, bancadas, lavatórios, revestimentos de fachadas, lareiras, soleiras, rodapés e peitoris. Pode ter diferentes tipos de acabamento: polido (o mais usado), bruto, levigado, jateado, flameado e apicoado. Os vermelhos e pretos são mais resistentes que os cinzas.
  • Mármores – indicado para pisos, escadas de baixo tráfego (residencial), soleiras e peitoris (sem exposição às intempéries), lavatórios, bordas de banheira, aparadores, mesas e paredes internas. Assim como o granito, o mármore também pode receber os acabamentos polido, bruto, levigado, jateado, flameado e apicoado. Alguns destes tornam o produto antiderrapante. Não se deve aplicá-lo na cozinha, no piso do boxe, bem como em áreas externas, já que possui alto grau de porosidade, ou seja, pode absorver substâncias com facilidade e manchar.
  • Basalto, Miracema, Goiás, São Tomé, Seixo Rolado, Mosaico Português e Ardósia – usadas tanto em revestimentos de paredes, quanto em pisos. De maneira geral, são recomendadas para áreas externas. São Tomé e Goiás são perfeitas para áreas de piscina.

Granito

Manutenção

O Espírito Santo é o maior polo produtor e exportador de rochas ornamentais do Brasil, com vendas externas que superam R$ 1 bilhão

Por geralmente apresentarem a face polida, os mármores e os granitos são de fácil limpeza. “Se a sujeira for fina como, por exemplo, a poeira do dia a dia, basta removê-la com um pano umedecido. Se as partículas forem maiores, use uma vassoura macia antes. Agora, se necessitar de uma limpeza pesada, procure lavar essas áreas com água diluída em xampu ou detergente de PH neutro”, indica Grafira Dias. Jamais utilize produtos abrasivos ou com princípio ativo forte, tais como sapólio, água sanitária, amoníaco, hipocloreto de sódio, soda cáustica, querosene ou ácidos cítricos. “Eles podem danificar permanentemente a pedra”, orienta a especialista. Pela natureza porosa dessas rochas, elas também estão sujeitas a manchas. Portanto, atenção com refrigerantes, óleos em geral, vinho, ferrugem e produtos com corantes, pois podem prejudicar sua aparência de forma irreversível.

Ainda sobre mármores e granitos, os pisos que levam esses materiais devem ser limpos assim que possível, já que a areia ou sujeira do chão podem arranhar a pedra com o tráfego de pessoas.

Quanto às demais rochas, Grafira diz que, de maneira geral, devem receber os mesmos cuidados que os mármores e granitos, mas são mais resistentes.
“Uma das pedras que mais gosto de usar em pisos de salas, por exemplo, é o mármore travertino, com tratamento rústico ou romano. Apenas é preciso redobrar o cuidado por conta da sua alta porosidade”, destaca.

Sustentabilidade

A utilização inadequada do material pode levá-lo ao desgaste precoce e, ainda, a prejuízos econômicos

O setor das rochas ornamentais é fiscalizado pelos organismos nacionais de controle da mineração e ambiental, que são excessivamente rígidos. No tocante à industrialização, os produtos obedecem a arcabouços de normalização em seus respectivos países. “No Brasil, com a criação da CEE-187 no âmbito da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estamos ampliando o conjunto de normas brasileiras para que preencham os parâmetros mínimos, tanto para manter a qualidade dos produtos, como sua competitividade”, afirma Carlos Rubens Araújo Alencar, geólogo e coordenador da Comissão de Estudo Especial de Rochas Ornamentais da ABNT.

Para ter a compreensão do que é natural ou artificial, é necessário ter o conhecimento específico da matéria ou buscar orientação com profissionais que lidam com esses produtos. “Normalmente, os materiais artificiais imitam os desenhos dos naturais e, para essa finalidade, dispõem de técnicas bastante sofisticadas, mas que são facilmente reconhecíveis por especialistas da área”, conclui.

É bom saber

Recentemente, a ABNT lançou nova versão da norma de terminologia para rochas ornamentais e conceituou que elas correspondem aos materiais pétreos naturais, que se dividem basicamente em três categorias: magmáticos, que têm origem na lava vulcânica; sedimentares, resultantes de depósitos compactados por fortes pressões e os metamórficos, consequentes da transformação das rochas magmáticas e sedimentares por temperaturas e pressões elevadas. “Deve-se ressaltar que, com algumas pequenas variações conceituais, as principais rochas que compõem o universo deste setor são os mármores, granitos, ardósias, arenitos e quartzitos foliados, são amplamente utilizados em revestimentos internos e externos, elementos de composição arquitetônica, decoração, mobiliário e até mesmo em arte funerária”, explica Alencar.

Ao contrário do que se imagina, as rochas de revestimentos têm outro significado. “Trata-se da rocha ornamental submetida a diferentes graus ou tipos de beneficiamento, ou seja, quando recebe um acabamento – polido, flameado, apicoado, jateado etc.”, esclarece.

Mercado em ascensão

Hoje em dia, a produção de rochas ornamentais tornou-se uma indústria em constante expansão. Segundo Alencar, o Brasil começou a marcar forte presença neste mercado a partir do final da década de 1950, logo depois da descoberta do mármore de Cachoeiro de Itapemirim (ES). O crescimento que o setor registrou também se deve ao avanço da tecnologia, que permitiu o beneficiamento de rochas mais duras. “No final dos anos 1980, o Brasil exportava 50 milhões de dólares, em sua quase totalidade de material bruto, em blocos. Hoje, 74% correspondem a material industrializado, sobretudo chapas polidas”, destaca o geólogo. De acordo com o coordenador da ABNT, o Espírito Santo é o maior polo produtor e exportador de rochas ornamentais do Brasil, com vendas externas que superam R$ 1 bilhão.

 

História

O uso das pedras naturais na construção teve início há milênios. O Egito abriu as primeiras pedreiras para a extração de blocos de calcário e sienito para a construção das pirâmides e de alguns túmulos dos faraós, legados da nossa civilização.

Herdeiros dessa cultura, a Antiga Grécia e o Império Romano construíram prédios, monumentos, esculturas, estradas, viadutos e portos com diferentes tipos de rochas ornamentais, como o mármore, travertino, arenito, granito, entre outros. Apesar de construídas antes do nascimento de Cristo, muitas obras perduram até hoje, devido à durabilidade e resistência desses materiais.

Colaboraram para esta matéria

Carlos Rubens Araújo Alencar – Geólogo e Doutorando em Geodinâmica e Recursos Minerais pela UFC, possui mais de 30 anos de experiência no setor de Granitos e Mármores. Coordenador da CEE 187 da ABNT, que trata das normas do setor de rochas ornamentais. Dentre suas publicações está o recém-lançado “Manual de Caracterização, Aplicação, Uso e Manutenção das Principais Rochas Comerciais no Espírito Santo” (www.manualderochas.com.br).
Grafira Dias – Decoradora e engenheira civil. Formou-se em engenharia civil em 1984, na cidade de Taubaté. Em 1989, começou a trabalhar com arquitetura e decoração.
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