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A pandemia e a arquitetura

A pandemia e a arquitetura

Sem medo de errar, este pode ser considerado o momento em que o mundo mais precisa de um arquiteto. As pessoas agora moram e trabalham no mesmo ambiente. A realidade mudou. E o espaço físico também. Até mesmo os altos executivos, que dispõem de enormes espaços, precisam de reformas para a “nova vida”.

Uma das maiores contribuições da arquitetura hoje são as construções efêmeras – ou seja, passageiras, temporárias. Espaços gigantescos, como o Anhembi e o Pacaembu, se transformaram em hospitais de campanha. A solução para que se tornassem realidade foi o uso de estruturas metálicas modulares com fechamentos tensionados, que são as lonas. A arquitetura contribuiu para que, rapidamente e com preço bem razoável, as pessoas (que poderiam estar contaminadas com a Covid-19) tivessem bons lugares para fazerem diagnóstico e tratamento. Muitos hospitais optaram pela estrutura. O Hospital Moriah, por exemplo, na zona sul de São Paulo, montou essa estrutura ao lado do estacionamento, do lado de fora.

Os espaços têm uma excelente estrutura, com banheiros, esgoto e energia. Só precisavam de adaptações. Outros lugares, grandes, como as empresas, ou pequenos, como as residências, precisaram se reinventar. A arquitetura tem também uma resposta para essas necessidades.

É preciso tirar os sapatos antes de entrar em casa. Com planejamento, é possível criar um ponto do imóvel para que, com charme, a família possa deixar o vírus do lado de fora. Mas isso é só o começo.

As pessoas estão em casa, muitas sem ter o que fazer e acabam colocando em prática os planos de pintar as paredes, ou fazer a pequena reforma, no estilo “faça você mesmo”, já que agora o tempo sobra. Os fabricantes de tintas e de lixas – só para citar alguns – registraram amplo crescimento de vendas.

Mas o mercado está difícil. Para fechar um projeto de construção ou de reforma, é preciso negociar com pedreiros, empreiteiros, fornecedores e clientes. Alguns deles, aliás, aproveitam a pandemia para exagerar no pedido de desconto. Um dos caminhos é faturar a compra do material de construção diretamente com o nome do cliente para evitar a bitributação. O preço cai um pouco.

As obras estão sendo tocadas depois de muitos cálculos e negociações. Os preços dos materiais, como o cobre (que está na tubulação para a água quente), subiu muito. A margem de lucro é cada vez menor.

Uma empresa que tentou negociar o aluguel e teve um retorno desfavorável do locador, resolveu romper o contrato. E nos contratou para fazer a obra, nos Jardins, em São Paulo. Os funcionários ficarão permanentemente em home office. O empresário optou por um local menor, apenas para ter o showroom.

Outra rotina do nosso escritório é tocar e acabar as obras que foram paralisadas pela pandemia. Um casal de médicos foi morar com a sogra – com o risco de contaminá-la, enquanto o imóvel estava reformando. O condomínio não permitia a entrada da equipe. Com muita negociação, conseguimos a liberação de duas pessoas para fazer o trabalho. O que seria resolvido em uma semana, precisou de um mês. Paciência é o nome que mais se fala atualmente. Principalmente quando a obra acontece no apartamento vizinho e atrapalha a reunião feita remotamente com o chefe. Mas é possível, com planejamento, conseguir uma solução.

A arquitetura não é luxo. O profissional oferece respostas e abre caminhos para que o mundo que está sendo construído – ou adaptado – entre no entendimento de cada um de nós.

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