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Pisos elevados são ideais para ambientes corporativos

Com rápida instalação e fácil manejo, oferecem isolamento térmico e acústico – necessidades frequentes nesses projetos

Por Graziela Silva
Fotos: Divulgação Knauf / Remaster

Flexibilidade é a palavra para qualificar os pisos elevados. O sistema construtivo é composto basicamente por placas modulares de diferentes materiais e estruturas de apoio também modulares que, acopladas diretamente sobre o substrato, criam vãos livres para a passagem de cabos elétricos, de dados e de telecomunicações, tubulações e até mesmo instalações de ar-condicionado.

Em projetos de escritórios e de áreas operacionais, onde o volume de instalações, a necessidade de manutenção e de atualização das tecnologias de cabeamento é cada vez maior, a solução ganha espaço por facilitar o acesso a essa infraestrutura. Além de oferecer grande possibilidade de configurações na montagem e certa mobilidade nas situações de mudanças de layout.

“Em ambientes onde os ajustes são quase corriqueiros, os sistemas de pisos elevados são a solução ideal”, pontua a arquiteta Tânia Yang, coordenadora da Aflalo & Gasperini, escritório que assina diversos projetos de áreas comerciais e de serviços no Brasil e no exterior.

Vantagens

Além da flexibilidade no manejo, os sistemas de pisos elevados atendem outra demanda atual de projetistas e construtores: a rapidez na execução. O tempo médio de instalação pode variar conforme o tipo de piso escolhido e as especificidades do projeto, porém, é geralmente inferior ao de pisos assentados com argamassa. Isso porque não há necessidade de execução do contrapiso, podendo o produto ser instalado diretamente sobre a laje.

“Dependendo do projeto, o período de construção pode ser abreviado em várias semanas”, garante o engenheiro João Alvarenga, coordenador técnico da Knauf do Brasil, fabricante de pisos elevados em gesso aditivado. A média de instalação para o produto é 300 metros quadrados/dia, informa o engenheiro. A Remaster Tecnologia, fabricante de pisos termoplásticos, aponta em 400 metros quadrados/dia o tempo médio de execução das soluções fornecidas pela empresa.

De acordo com os fabricantes, o sistema atende também necessidades de isolamento térmico e acústico típicas dos projetos corporativos.

Variedade de tipos, modulações e alturas

A indústria oferece diferentes tipos de pisos elevados. O sistema mais tradicional é o composto por placas de aço preenchidas com concreto celular. “É o sistema mais consagrado e, por isso, de maior aceitação de mercado”, informa a arquiteta Tânia, da Aflalo & Gasperini.

Outras opções, entretanto, surgiram nos últimos anos, ampliando as possibilidades de aplicação. Além dos materiais utilizados nos painéis, os sistemas costumam se diferenciar pelas modulagens, massa, regulagem de altura e encaixes.

Conheça algumas das opções disponíveis no mercado.

  • Metálicos – São compostos por chapas de aço com enchimento de argamassa à base de cimento. A montagem é feita sobre pedestais metálicos com mecanismo de regulagem de altura (macaquinhos), o que permite nivelamento mesmo em substratos que apresentam irregularidades. Em geral, os painéis têm modulação de 60 x 60 cm.
  • Termoplásticos (polipropileno) – Segundo o sócio-diretor da Remaster Tecnologia, Vinicius Jubilut, a opção apresenta como principais vantagens a leveza – as placas têm aproximadamente 12 kg/m²–, e a maleabilidade, já que o material plástico facilita os recortes. O processo de montagem não necessita de fixação do pedestal no contrapiso, mas exige regularização da laje. Perfis mais baixos, desde 7cm, permitem aplicação em projetos de retrofit.
  • Minerais – Produzidos a partir do gesso aditivado, misturando fibras de celulose feitas de materiais reciclados. “A instalação é realizada a seco, não necessitando de tempo de secagem”, informa João Alvarenga, da Knauf. Painéis nos tamanhos 60 x 60 cm e 60 x 120 cm.
  • Monolíticos – Moldados in loco a partir de fôrmas de PVC preenchidas com massa mineral autonivelante. São aplicados diretamente sobre a laje. Permitem além da passagem de fiação elétrica e de telecomunicações, o insuflamento de ar-condicionado.

EspecificaÇÕes

Ao especificar um piso elevado, o projetista deve ter em mente quais os subsistemas serão instalados no vão livre, para definir a altura ideal de elevação. Deve, ainda, estar atento às interferências arquitetônicas entre ambientes, de forma a determinar a necessidade de rampas, degraus e junção com áreas molhadas.

As orientações são de Vinicius Jubilut, da Remaster Tecnologia. “Em casos de retrofit, é indispensável realizar a avaliação da estrutura em função do peso do piso elevado que será aplicado”, acrescenta.

Segundo a arquiteta Tânia Yang, o ideal é que a solução seja adotada ainda na fase de conceituação. Isso porque o sistema de pisos elevados, além de impactos em termos de carga estrutural, precisa estar alinhado a outros sistemas, como o de esquadrias. Uma paginação mais eficiente, com menor perda de execução na instalação, também é alcançada no projeto.

Para a escolha precisa do tipo piso, o engenheiro João Alvarenga, da Knauf, recomenda que sejam levados em conta os seguintes itens: as dimensões dos painéis, a carga que o sistema suporta, os acabamentos que podem ser aplicados e se o piso é totalmente removível ou não.

Acabamentos

A gama de opções de acabamentos para os pisos elevados é ampla. Nos espaços internos dos escritórios podem ser aplicados materiais como porcelanato, madeira, vinílico, carpete, laminado melamínico, granito e mármore. Já as áreas externas podem receber granitos, mármores e pisos emborrachados. A escolha do mais adequado passa por aspectos funcionais, técnicos e estéticos.

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