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Cuidados para proteção de edificações durante as chuvas de verão

Publicado em: 10/01/2011

O clima quente do verão ocasiona as tão esperadas “pancadas de chuvas”. E nesse período, as de infiltrações de água são constantes. Alguns cuidados são essenciais para proteger condomínios e edificações.

Entre os problemas mais comuns, encontrados em condomínios e edificações, são as cortinas de subsolos e paredes de encosta, comuns em regiões litorâneas ou montanhosas. E justamente nessas épocas de chuvas fortes e frequentes são as mais solicitadas, pois regiões que normalmente não tem contato com água passam a ser solicitadas pela ascensão do nível d’água do lençol freático.

Por isso é importante conscientizar o usuário sobre a importância de contemplar em seus projetos a impermeabilização, evitando eventuais transtornos e custos elevados de manutenção corretiva.

A variação térmica é um dos fatores de solicitação do sistema impermeabilizante, pois com a alta temperatura pela manhã e a brusca queda, tanto à noite quanto no momento de chuva, as áreas expostas como lajes de cobertura, sacadas e demais panos impermeabilizados, passam de uma situação de dilatação para contração.

Esta movimentação solicita o sistema de impermeabilização e requer as propriedades de alongamento, deformação e elasticidade do impermeabilizante, o qual, se não for adequado, contiver falhas executivas ou estiver necessitando de manutenção pode não resistir às solicitações impostas e vir a romper em fissuras que permitam a passagem de água e consequentes infiltrações.

Por isso a correta impermeabilização desse tipo de estrutura deve ser feita com sistemas flexíveis. Tais sistemas podem ser as mantas asfálticas, emulsões ou soluções asfálticas, membranas acrílicas, e até mesmo as membranas de asfaltos moldados “in loco” a quente, dentre outros contemplados na norma técnica NBR 9575 de Seleção e Projeto de Impermeabilização.

Os sistemas pré-fabricados, como as mantas asfálticas, se destacam por possuir espessura constante, boa velocidade de execução em grandes panos de laje e alta resistência à tração, e possibilitam a rápida liberação da área. Os sistemas moldados “in loco” possuem a vantagem de não apresentar emendas, e ter boa velocidade de execução em áreas com muitos recortes, como em banheiros.

Como identificar o problema

As primeiras manifestações, como manchas de umidade nos rodapés, infiltrações nos tetos, umidade e mofo nos armários e mobiliário próximo das paredes, geralmente indicam a ausência ou falha do sistema de impermeabilização, podendo evoluir para quadros mais críticos como bolhas na pintura, desplacamentos de revestimentos, goteiras e corrosão da ferragem interna do concreto.

Primeiramente, devem ser identificadas todas as áreas sujeitas ao contato com a água. Isso geralmente é indicado pelo projeto de impermeabilização, sendo as mais presentes em uma construção:

- Caixas e reservatórios de água;
- Piscinas;
- Lajes de áreas descobertas ou sem fechamento lateral;
- Floreiras, jardineiras e jardins;
- Cortinas do subsolo, paredes de contenção e baldrames;
- Elementos da fachada, tais como juntas, platibandas, cornijas, brises, peitoris e vedação das caixilharias;
- Nos apartamentos, as áreas molháveis que geralmente são: banheiros, cozinhas, áreas de serviço e sacadas;
- Nas áreas comuns do edifício: banheiros, cozinha do salão de festas, saunas, vestiários, etc.

Em todas as áreas ressaltadas, cabe comentar que a impermeabilização não se restringe aos planos horizontais, mas também deve ser feita na região dos rodapés ou na área de molhamento. Em um box de banheiro, por exemplo, deve ser considerada a parede até pelo menos 1,8m acima do piso.

O uso da argamassa polimérica para a impermeabilização de áreas sujeitas à umidade de solo, água de percolação e água sob pressão é bastante conhecida também é adequado como sistema protetor de fachadas.

Existem vários produtos para impermeabilização de alicerces/baldrames para evitar que a umidade por capilaridade chegue à alvenaria. Entre eles, podemos destacar:

- Membranas asfálticas;
- Argamassa polimérica;
- Mantas asfálticas.

Todos os sistemas descritos acima podem ser utilizados na fase da construção, ou seja, quando ainda não se iniciou a alvenaria. A diferença básica, entre eles, se encontra na flexibilidade e forma de aplicação.

Os flexíveis, como membranas e mantas asfálticas possuem a vantagem de absorver possíveis deformações no alicerce sem o aparecimento de fissuras.  Dentre eles, os sistemas moldados “in loco”, como membranas asfálticas e argamassa polimérica, têm a vantagem de não possuir emendas e geralmente serem aplicados a frio.

Os pré-moldados, como mantas asfálticas, possuem a vantagem da uniformidade de espessura, velocidade de aplicação e maior capacidade de absorver esforços. Entretanto, no caso de já existir a patologia, o tratamento se restringe a alguns sistemas impermeabilizantes, que suportem a pressão que atua atrás do sistema (pressões negativas).