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Eficiência energética: precisamos olhar para os edifícios

Publicado em: 23/09/2016

Um edifício inteligente, de acordo com o Institute of Building Sciences, usa a rede e a tecnologia para controlar e monitorar aspectos dos sistemas elétrico, hidráulico e mecânico. A tecnologia, como a de gestão de ativos, conhecida como EAM, ajuda a atuar preventivamente e evitar falhas, além de apresentar melhor controle dos custos e manutenção.

A prevenção já é uma característica do Brasil em algumas áreas da saúde, por exemplo. No País, a medicina preventiva acontece muito bem. Um bom exemplo é que os planos de saúde oferecem um check up anual, em que é possível fazer os principais exames a fim de prevenir as doenças antes que elas cheguem de repente. E se o mesmo acontecesse na construção civil? E se as edificações fossem sustentáveis ainda na fase do planejamento? Evitaríamos não apenas falhas futuras, mas reduziríamos o desperdício de recursos naturais e minimizaríamos os gastos com manutenção.

Vou ilustrar com o exemplo da energia elétrica. A diversidade e intensidade no uso dos recursos naturais renováveis no Brasil é forte e atinge a margem de 41% frente à média mundial de 13%, de acordo com o Balanço Energético Nacional de 2015, do Ministério de Minas e Energia. O mesmo relatório mostra que é preciso atenção sobre a origem do consumo no País, que apresentou retração de 2,1% nos gastos de energia em relação a 2014. No entanto, as edificações brasileiras foram responsáveis por, praticamente, 50% do consumido, contando com setores industrial, público, residencial, comercial e de serviços. Nos EUA, esse número foi de 41% no ano passado, segundo a US Energy Information Administration (EIA). 

A TECNOLOGIA PODE AJUDAR

Há um amplo espaço para otimizar os recursos energéticos nos edifícios, pois esse é um gargalo quando se fala do segmento corporativo, uma vez que 20% da energia consumida em construções comerciais é desperdiçada, e elas representam pelo menos 80% dos custos operacionais e de manutenção para CEOs e CFOs. Por isso, a boa gestão do ativo impacta não apenas a margem de lucro, mas a responsabilidade social de uma empresa. Além de ser um desafio constante para o País com a crise energética e hidráulica enfrentada no último ano.

A tecnologia de EAM, quando conectada a sensores e à Internet das Coisas, oferece informações em tempo real sobre os sistemas AVAC (aquecimento, ventilação e ar-condicionado), hidráulico e elétrico, conectando os sistemas de gestão do edifício com medidores de energia e gerando informações precisas e em tempo real para melhor gestão do empreendimento. É uma integração que automatiza o envio das informações e define parâmetros para controle da gestão dos ativos prediais – que são muitos. É uma forma de munir os gestores de informações sobre o sistema de energia e ter acesso ao que quase ninguém enxerga, como a origem das falhas. É possível saber, por exemplo, se o aumento do consumo tem origem no ar-condicionado de uma unidade que está operando fora do tempo e do padrão previsto, ou, como na medicina, agir de forma preventiva, mostrando quando será necessário realizar a manutenção para evitar um colapso.