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Quando a água não desce pelo cano

Publicado em: 25/04/2016

A reforma em um imóvel sempre envolve grande expectativa. O desejo é ver tudo finalizado, com aspecto de novo. Mas o descuido ao lidar com os materiais da construção pode colocar em xeque o sentimento de satisfação e trazer descontentamento, desperdício de tempo e de recursos.  Isso porque um dos principais “legados” de uma obra é o entupimento dos canos. Os rejeitos da construção ou mesmo o pó gerado em pequenas reformas ou na renovação de pisos de madeira se acumulam na tubulação desprotegida e, dado o não uso das instalações hidráulicas durante a reforma, muitas vezes, o problema não é percebido de imediato.

Para se ter uma ideia do problema, no passado esse tipo de serviço representava de 5% a 8% dos atendimentos realizados pela Roto-Rooter, empresa especializada em desentupimentos. Hoje, o percentual chega a 20%.

SAIBA PREVENIR

A prevenção, seguramente, é a melhor maneira de evitar um entupimento. Antes da reforma, faz-se necessário proteger ralos com grelhas ou telas para impedir a passagem de resíduos sólidos e manter o vaso sanitário sempre fechado. Caso a benfeitoria envolva essas instalações, vale a pena acompanhar o serviço do profissional e saber se ele está sendo caprichoso, inclusive na hora da limpeza. Com um saco plástico envolvido nas mãos ou uma luva, é possível retirar qualquer sedimento que tenha ficado na tubulação exposta. O mesmo vale para a tubulação do vaso sanitário. Antes de fixá-lo ao piso, o cano deve estar livre de resíduos.

Outras ações preventivas para impedir a obstrução dos canos da tubulação envolvem o acondicionamento correto dos materiais a serem usados na obra. É importante não deixá-los soltos ou expostos ao tempo. As ferramentas utilizadas para manuseá-los também não devem ser lavadas nas pias. O melhor a fazer é usar uma mangueira longe do ralo ou, quando utilizada a pia, certificar-se de que há algum tipo de grelha, de metal ou plástico impedindo a passagem dos resíduos. Feito isso, basta recolher os sedimentos e dar descarte adequado ao material.

Finalizado o dia de trabalho na obra, a opção de varrer o ambiente deve ser sempre preferida. Só depois de varrido o local, se necessário, fazer uso da água para lavá-lo. Materiais oleosos, como tintas, também devem ser descartados corretamente, nunca despejados nos ralos.

ESTEJA ALERTA

Quando os cuidados simples de prevenção não são observados, o risco de entupimento é agravado. Mesmo quando os resíduos vão pelo cano e caem na rede de esgoto da empresa de saneamento da cidade não se está livre de problemas hidráulicos. Isso porque, ainda que grande parte do material sólido seja retido nos filtros de proteção das estações de tratamento e encaminhado para aterros sanitários, quando o volume excede a capacidade da estação os resíduos podem entupir a rede de esgoto e impedir sua vazão, provocando mau cheiro, refluxo do sistema hidráulico doméstico e até alagamentos dentro de casa. 

Na hora de reformar, também vale ter em mente que o projeto de um imóvel deve contemplar tubulações independentes para coleta de água usada na cozinha, na área de serviço e nos banheiros e os diâmetros das tubulações devem ser adequados para o escoamento da água que vai pelo ralo, para não acumular resíduos.

Quando a água ficar parada, escoar lentamente ou borbulhar o sinal é de alerta para entupimentos. Nesses casos, antes de chamar um profissional para reparos, é possível fazer algumas verificações mais simples, como a retirada e limpeza dos sifões e a limpeza manual de ralos.