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Como comprar blocos de vidro

Também conhecido como tijolo de vidro, o material cumpre funções térmicas, acústicas, de segurança e Iluminação. Confira dicas para fazer uma boa compra!

Publicado em: 05/05/2023Atualizado em: 08/05/2023

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

foto de uma pessoa segurando uma espátula e uma tabua com argamassa líquida em cima
(Imagem: Suti Stock Photo/Shutterstock)

Os blocos ou tijolos de vidro estão de volta e se revelam como nova tendência dos projetos de arquitetura, tanto para interiores quanto em paredes externas. “O material cumpre função decorativa, além de promover a iluminação natural e fechar parede de área interna”, aponta Paulo Júnior, diretor Comercial da Abravir.

Entre outros projetos, o arquiteto Edson Muniz, diretor do escritório NEBR, de Recife, usou o material nas fachadas da Casa M16 (Carpina, PE). “Comumente, empregamos nas fachadas, em generosos agrupamentos de tijolos de vidro, com o objetivo de compor plasticamente planos unitários de fachada”, afirma.

Comumente, empregamos nas fachadas, em generosos agrupamentos de tijolos de vidro, com o objetivo de compor plasticamente planos unitários de fachada
 Edson Muniz

De acordo com Muniz, os critérios básicos para definir o uso do material são suas qualidades térmicas, acústicas, de segurança e Iluminação.

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O uso é livre

Júnior indica os blocos de vidro para instalação em casas e apartamentos, em ambientes que vão dos banheiros e garagens a lavanderias e cozinhas. “Dependendo do projeto e da decoração, podem ser empregados blocos com texturas e cores”, defende Júnior.

Mas há, também, os modelos lisos e com a superfície translúcida, sem texturas, uma preferência do arquiteto Edson Muniz.

Dimensões e cálculo

De acordo com Júnior, os blocos de vidro são produzidos em diversas medidas e desenhos. “Os modelos mais comuns no mercado têm 19 x 19 x 08 cm com os nomes Wave, Ondulado e Sky”, explica.

Muniz costuma empregar em seus projetos os tijolos de vidro quadrados nessas medidas. “Por se identificar com a geometria resultante”, comenta.

O cálculo da quantidade de blocos para uma parede parte de 25 peças/m². “Com essa referência, é possível obter o total de blocos que será usado em cada medida de parede”, diz Júnior, alertando que o assentamento deverá ser feito com espaçador (gabarito) e argamassa própria para vidros, misturada no canteiro ou pronta industrializada.

A norma técnica que regula o material é a NBR 14899-1:2002, com as especificações mínimas quanto a dimensões, defeitos e características físicas.

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Cuidados para especificar

Paulo Júnior dá algumas dicas para especificar e comprar corretamente os blocos de vidro, a começar pela definição precisa das medidas do espaço de instalação, considerando até 1 cm de argamassa entre as peças. “A compra pode ser feita em qualquer loja de material de construção que trabalhe com o produto. E, ao abrir a embalagem, é importante verificar se não tem nenhuma peça avariada.”

O mercado oferece o material nacional e o importado. “O processo de fabricação do bloco importado se constitui em duas metades de vidros coladas. Seu interior, portanto, é oco. Já o nacional tem apenas uma metade, pesando 1 kg a menos do que o importado. A cor levemente esverdeada do bloco nacional ajuda a absorver os raios UV”, diz.

A cor levemente esverdeada do bloco nacional ajuda a absorver os raios UV
Paulo Júnior

Ele acrescenta que, quando o consumidor for comprar os blocos de vidro online, deve optar por fabricante com boa reputação. “Na loja física, pessoalmente é possível tocar no produto e avaliar a qualidade”, complementa.

Muniz lembra que esse é um produto que possui poucas marcas no mercado e com preços bem equivalentes. “Optamos por fabricante com tradição e qualidade que já obtivemos nas obras”, conclui.

Colaboração técnica

Edson Muniz – Arquiteto e Urbanista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco (2010), com MBA em Tecnologia e Gestão da Construção de Edifícios na Universidade de Pernambuco (2017), mestrado em Arquitetura, Projeto e Meio Ambiente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2019). Foi professor de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Paraíso do Ceará (2018-2019). É diretor e arquiteto do escritório NEBR Arquitetura, que recebeu os prêmios da edição de centenário do IAB-PE, em 2021, nas categorias Edificações (1º lugar) e Destaque Casa do ano, e menção honrosa no IV Golden Trezzini Awards for Architecture and Design.
Paulo Júnior – É formado em Administração de Empresas, com pós-graduação em Gestão Empresarial e cursos pela FIESP de liderança, atendimento ao cliente, custos e marketing. É diretor Comercial da Ibravir.