Durabilidade do bloco cerâmico deve ter respaldo de certificações

O bloco cerâmico é um produto de alta durabilidade e baixo impacto ambiental. Mas não se engane: na hora da compra é essencial verificar se é certificado pelo PBQP-H

Publicado em: 11/06/2012Atualizado em: 24/05/2019

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Redação AECweb / e-Construmarket

Vida longa garantida

A escolha do tipo de material a ser usado em uma obra deve levar em conta o fator sustentabilidade, principalmente se a empresa pleiteia selos verdes para seus empreendimentos. No caso dos blocos, um dos pontos avaliados diz respeito à sua vida útil, que deve ser a mais extensa possível. “Na Europa o padrão é de 99 anos e o produto cerâmico é o que responde melhor a essa exigência. A avaliação do ciclo de vida é pré-condição para que os empreendimentos possam pleitear selos verdes como o da Fundação Vanzolini”, explica o presidente da Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer), Luis Carlos Barbosa Lima.

Lima comenta que, por ser mais sustentável para alvenarias e contar com normalização moderna, o bloco cerâmico tem uma posição privilegiada em relação a outros produtos. Além de ser natural, de alta durabilidade e encontrado em todo o Brasil, é mais leve, resistente, bom isolante acústico e térmico. “Tem baixíssimo impacto ambiental, conforme indica a Avaliação do Ciclo de Vida, cujos resultados podem ser acessados em nosso site”, afirma.

CONTROLE DE QUALIDADE

Lima orienta os gestores que, ao elaborarem um projeto, comprem materiais sustentáveis padronizados – de preferência qualificados nos Programas Setoriais da Qualidade do Ministério das Cidades – e executem a obra racionalmente. No projeto construtivo, por exemplo, é preciso prever as dimensões dos blocos e a resistência necessária para cada obra. “A Anicer disponibiliza em seu site vídeos sobre alvenaria estrutural”, afirma.

A alvenaria estrutural com blocos cerâmicos deve atender à NBR 15.812/2010 – Cálculo de Alvenaria Estrutural com Blocos Cerâmicos – cálculo e controle de obras. A construtora deve, também, atender à norma de desempenho, NBR 15.575/2010, utilizando blocos cerâmicos qualificados.

PRODUÇÃO CERTIFICADA

Os blocos cerâmicos apresentam um padrão definido nacionalmente. Em São Paulo os grandes polos produtores estão em Tambaú, Bragança Paulista, Ribeirão Preto, Itu, Ourinhos e Tatuí. Em seguida, os estados da Região Sul são os que abrigam o maior número de indústrias cerâmicas. “Desta forma, o transporte desde a fábrica até a revenda ou obra, tem seu custo reduzido”, diz Barbosa Lima.

No Brasil, existem em torno de 4350 cerâmicas produtoras de blocos, que fabricam 48 bilhões de peças por ano. Destas, 75 indústrias já obtiveram suas qualificações junto ao Programa Setorial da Qualidade dos Blocos Cerâmicos (PSQ-BC) do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H). “Podemos considerar que a produção média destas 75 cerâmicas é de 2 milhões de peças por mês, o que representa 1,8 bilhão de blocos certificados colocados por ano no mercado”, acrescenta.

REGRAS PARA CERTIFICAÇÃO

Vida longa garantida

Para uma indústria ter seus produtos certificados e considerados conformes pelo PSQ-BC precisa atender às normas técnicas da ABNT. “O PBQP-H exige, por meio do PSQ-BC, observância e atendimento às Normas Técnicas para estes produtos definidos pela ABNT 15270/2005 em suas partes. Elas regem os padrões no que tange a resistência mecânica, absorção de água, padrão dimensional etc.”, informa.

A adesão ao PSQ-BC é voluntária. No entanto, como as compras de materiais com financiamento da Caixa Econômica Federal – a exemplo do Minha Casa, Minha Vida – exigem o PSQ-BC, é provável que esse número cresça rapidamente. “As indústrias cerâmicas que têm o PSQ estão dirigindo sua produção para atender a estas grandes obras em todo o país. Quem não tiver a qualidade atestada, ficará de fora deste grande filão”, informa.

VARIEDADE

De acordo com Lima muitas indústrias estão oferecendo blocos estruturais maiores, que apresentam rendimento superior, utilizam menos argamassa e reboco, e praticamente eliminam o uso de formas de madeira e de ferragens na obra. Suas características de leveza, bom isolamento térmico e acústico propiciam menores custos na construção e na utilização do imóvel, reduzindo o consumo de energia para aquecimento ou refrigeração.

A indústria cerâmica oferece um tipo de bloco para cada finalidade. Existem blocos para alvenarias racionalizadas estruturais e os blocos para alvenarias racionalizadas de vedação. “Cada uma dessas linhas tem seus tamanhos padronizados e consta da NBR 15.270/2005. Além deles, há uma ampla gama de produtos para uso decorativo, como os blocos cerâmicos para instalação de jardins verticais”, diz Barbosa Lima.

SERVIÇO

Para saber se o bloco que pretende adquirir atende às especificações, o comprador deve entrar no site da Anicer ou do Ministério das Cidades e verificar a lista das empresas certificadas. “O consumidor comum pode checar se o nome e os contatos da empresa fabricante estão gravados no produto. Isso já permite saber se o fabricante atende a, pelo menos, esta exigência da Norma”, diz Barbosa Lima.

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Redação AECweb / e-Construmarket

 


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Vida longa garantida Luis Carlos Barbosa Lima - É presidente da Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer) pelo segundo mandato consecutivo (2007/2009 e 2010/2012). Participa do Conselho Empresarial do Sistema Firjan, do Centro Industrial do Estado do Rio de Janeiro e da diretoria do Sindicato da Indústria da Cerâmica Vermelha (Sindicer Médio Paraíba/RJ). É sócio-proprietário da Cerâmica Argibem, localizada em Três Rios (RJ), e acumula atuação na indústria cerâmica Granrio.