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Especificação de elevadores varia de acordo com a tipologia da edificação

Nos edifícios comerciais eles devem atender um fluxo maior de pessoas e contam com botoeiras de pavimento que permitem chamadas de subida. Já nos residenciais é mais comum apenas a chamada de descida

Publicado em: 25/07/2016Atualizado em: 17/10/2022

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

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A modernização no setor engloba elevadores específicos para cada aplicação (Norman Chan/ Shutterstock.com)

Nas últimas décadas, os elevadores vêm se beneficiando do que há de melhor em tecnologia eletrônica para chegar aos atuais equipamentos inteligentes. Ficaram no passado as caixas de portas pantográficas – ícones de uma época – e em alguns prédios mais antigos, como o Mosteiro de São Bento, em São Paulo, o primeiro a instalar um elevador na capital paulista, em 1908.

As novidades têm surgido nos mais diferentes aspectos: acionamento do elevador (máquinas, dispositivos de tração e acionamento); novos materiais aplicados em polias; cintas de tração no lugar dos cabos de aço; motores de ímãs permanentes; elevadores sem casa de máquinas com testes dos dispositivos de segurança já embutidos no software do comando; e o uso mais frequente de inversores regenerativos que ajudam na economia de energia do edifício. Ainda são notadas, claro, as inovações de design.

“Na área de inversores, por exemplo, há empresas desenvolvendo equipamentos específicos para elevadores – antes eram usados inversores genéricos”, explica o engenheiro Sérgio Rodrigues, titular da Mag Eletromecânica, empresa de consultoria em elevadores. “Hoje, temos em desenvolvimento máquinas mais eficientes e econômicas, com menor nível de ruído, melhor conforto, maior durabilidade e sistemas de acionamento concebidos especialmente a elevadores”, complementa o especialista.

Hoje, temos em desenvolvimento máquinas mais eficientes e econômicas, com menor nível de ruído, melhor conforto, maior durabilidade e sistemas de acionamento concebidos especialmente a elevadores
Sérgio Rodrigues 

VARIEDADE

A modernização no setor engloba elevadores específicos para cada tipo de aplicação. Entre eles, estão elevadores tradicionais; unifamiliares para residências; de carga e de monta carga ou monta prato; de maca; para acessibilidade e plataformas para acessibilidade. Podem ser elétricos, com casa de máquinas, de uso geral; elétricos sem casa de máquinas para edificações menores; e hidráulicos para edifícios com até seis pavimentos.

Mais velozes e com cabines maiores, os elevadores comerciais são, em geral, dimensionados para atender um fluxo maior de pessoas. O tempo de espera em cada pavimento é menor do que o verificado em edifícios residenciais. “Por isso, devem ter máquinas e mecanismos de porta que suportem um número maior de partidas por hora”, ressalta Rodrigues. Prédios comerciais também contam com sinalização de pavimento (gongos) que não são desejáveis nos residenciais e, ainda, com botoeiras de pavimento que permitem chamadas de subida, enquanto nos residenciais é mais comum apenas a chamada de descida nos andares.

Confira também: 

Elevadores Residenciais e Comerciais

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COMANDOS ESPECIAIS

Os comandos disponíveis nos elevadores são especificados conforme os recursos necessários aos edifícios. Podem ser controles das chamadas externas; trabalho em grupo com até oito elevadores; programação de atendimento especial; controle e monitoração via microcomputador; e acesso remoto para diagnóstico. “Os comandos também são diretamente vinculados à velocidade, portanto recursos adicionais de segurança devem ser aplicados”, observa o consultor.

A característica mais marcante do comando com antecipação de chamadas é a ausência de botoeiras dentro da cabina. O usuário precisa digitar o andar de destino na botoeira do pavimento antes de entrar na cabine. O objetivo principal do recurso é distribuir os usuários nas cabines conforme os seus destinos, otimizando o tempo de espera e de viagem. “Esse tipo de comando avalia o andar de destino do usuário, compara com os outros destinos já definidos, analisa a posição de cada cabine e determina qual delas vai atender a chamada com menor tempo”, explica Rodrigues, acrescentando que são aplicados em elevadores de uso comercial, desde que não seja um edifício de acesso aberto ao público, como hospitais e órgãos públicos.

Comandos sofisticados oferecem poucos recursos perceptíveis aos usuários e requerem mão de obra capacitada para a manutenção, que nem sempre está disponível
Sérgio Rodrigues

Quanto mais requintados forem os seus recursos de comando, maiores os preços dos elevadores. O engenheiro defende que comandos simples apresentam uma relação custo benefício melhor para os compradores. “Comandos sofisticados oferecem poucos recursos perceptíveis aos usuários e requerem mão de obra capacitada para a manutenção, que nem sempre está disponível”, comenta.

INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO

“Para elevadores de carga com capacidade maior que 350 kg, o projeto e a instalação são muito semelhantes com relação à estrutura do equipamento, pois as normas técnicas aplicáveis são as mesmas. Porém, os elevadores de passageiros são dimensionados para atender a um fluxo de pessoas com base em um cálculo de tráfego. Já os de carga são dimensionados para atender a uma demanda de um processo de produção ou de abastecimento”, explica o especialista.

Já no que diz respeito à conservação, independentemente do padrão do elevador, a manutenção preventiva deve ser mensal. O procedimento avalia as máquinas, os comandos, as portas e o poço, com o objetivo de identificar desgaste nos componentes que possam comprometer o seu funcionamento e a sua segurança. Lembrando que, para cada tipo de elevador, há normas técnicas específicas, tais como ABNT NM-207, NM-267, NM-313, NBR 15597, NBR-16042, NBR 14712.

Colaboração técnica

Sérgio Rodrigues – Formado em Engenharia Mecânica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), possui também formação técnica na área de Eletrônica. Há mais de 20 anos, atua no segmento de elevadores. É autor de diversas publicações sobre o assunto, além de atuar como instrutor técnico para a formação de especialistas e participar de eventos internacionais sobre elevadores. É titular da Mag Eletromecânica, empresa que realiza consultoria em elevadores.