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Hidrofugantes protegem revestimentos contra água e agentes agressivos

Indicado para áreas externas, produto evita infiltrações e eflorescências e preserva as superfícies expostas às intempéries

Publicado em: 04/11/2016Atualizado em: 27/03/2023

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

hidrofugantes
Material preenche a porosidade das superfícies, evitando o aparecimento de eflorescências, manchas e o escurecimento de rejuntes (Crédito: aaor2550/ Shutterstock.com)

Os produtos classificados como hidrofugantes são usados na proteção e conservação de diferentes tipos de substratos. A solução é uma aliada no combate à patologia nos revestimentos, uma vez que repele agentes agressivos, como os cloretos, e bloqueia infiltrações provenientes da água da chuva em tijolos, telhas cerâmicas, concreto aparente, cerâmicas porosas ou qualquer outra estrutura exposta às intempéries. “O material preenche a porosidade das superfícies, evitando o aparecimento de eflorescências, manchas e o escurecimento de rejuntes”, afirma a engenheira Alexandra Almeida, profissional da área técnica da Sika.

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Além de manter telhas e paredes com boa aparência, os hidrofugantes asseguram ambientes internos secos e salubres, isentos de bolor ou manchas. “O produto não altera nem interfere na aparência das superfícies, já que é incolor e sem brilho”, destaca a tecnóloga Eliene Ventura, gerente do SAC da Vedacit. O produto pode ser aplicado tanto em áreas internas quanto nas áreas externas, entretanto é mais usual que seja especificado para estruturas que fiquem expostas ao sol e à chuva.

O produto não altera nem interfere na aparência das superfícies, já que é incolor e sem brilho
Eliene Ventura

Existem diferentes tipos de hidrofugantes, sendo que os mais utilizados atualmente são aqueles à base de silicone. As soluções se diferenciam levando em consideração as características do substrato onde serão aplicadas, o tipo de estrutura e a exposição a que estará sujeita. “A formulação do produto depende da porosidade da superfície a ser protegida”, fala Ventura. O desempenho do hidrofugante tem relação com sua base química, que forma uma película hidrófuga que impede a penetração de água. “Ao mesmo tempo, essa camada permite que o vapor entre ou saia do substrato, garantindo uma ‘respiração’”, explica Almeida.

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APLICAÇÃO

O procedimento de aplicação começa com a preparação da superfície, que deve estar compacta, seca, isenta de pinturas e, se possível, aquecida pelo sol. “É necessária realização de ensaios prévios para uso dos hidrofugantes sobre substratos rústicos, pintados e/ou com alta porosidade – por exemplo, algumas pedras naturais e blocos de concreto”, recomenda Almeida. As irregularidades, como orifícios com abertura superior a 0,2 mm, bolhas, fissuras e trincas também precisam ser solucionadas nessa primeira etapa. “A aplicação não pode ser feita em superfícies úmidas”, complementa Ventura.

É recomendado que o substrato receba uma limpeza com hidrojateamento de alta pressão (1400 a 2600 psi) para remoção de quaisquer impurezas e contaminações. Os detergentes não podem ser empregados nessa fase de preparação, pois, no caso de falhas em sua remoção, afetará negativamente o efeito repelente do hidrofugante. “Produtos ácidos ou alcalinos também devem ser evitados, pois podem levar à formação de sais e, consequentemente, causar o aparecimento de eflorescências”, ressalta Almeida.

A característica hidrorrepelente não permite aderência de outros elementos. A solução trabalha para que a superfície se mantenha aparente
Alexandra Almeida

A aplicação do hidrofugante utiliza pulverizador de baixa pressão (bomba costal), pincel, broxa, ou rolo de lã. As demãos devem ser no sentido do topo para baixo, tomando cuidado para que o produto não escorra. “Outras demãos podem ser necessárias dependendo da porosidade do substrato. O intervalo entre cada aplicação deve ser de seis horas”, informa Ventura. Com o procedimento concluído, a solução requer, no mínimo, seis horas para secar, considerando temperatura a 25°C.

Nas paredes externas, o aplicador deve ter um cuidado especial para evitar movimentações das calhas ou rufos. Se essas estruturas estiverem desalinhadas, a água da chuva pode entrar pelo topo da parede e acabar com todos os benefícios proporcionados pelos hidrofugantes.

VANTAGENS

O uso do produto proporciona uma série de vantagens para a edificação, com destaque para o aumento da vida útil do substrato; diminuição de manutenções; alta durabilidade, que no caso dos hidrofugantes à base de silano chega a até 20 anos; e a criação de fachadas “autolimpantes”, já que a aplicação impedirá que sujeiras fiquem presas na superfície, pois são removidas com as batidas das chuvas.

Os hidrofugantes ainda não têm sua própria norma técnica. Porém, muitos produtos são fabricados de acordo com os requisitos de documentos internacionais, como a norma EN 1504-02 Classe II – Relatório do Polymer Institute P5672-E e a SAI 162/5 (Absorção de água, profundidade de penetração, resistência a álcalis, difusão do vapor d’água, resistência a ciclos de gelo e degelo).

É bom saber

O hidrofugante é considerado um acabamento e dispensa o uso de outras soluções. O produto mantém o aspecto original da superfície, por isso não é recomendada a aplicação de qualquer outro tipo de material sobre ele, inclusive as tintas. “A característica hidrorrepelente não permite aderência de outros elementos. A solução trabalha para que a superfície se mantenha aparente”, finaliza Almeida.

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