Como escolher o modelo ideal de chuveiro? Conheça os tipos!

Design, durabilidade, eficiência e itens de conforto são aspectos a serem considerados na hora de selecionar um modelo de chuveiro. Saiba mais

Publicado em: 15/02/2023Atualizado em: 30/03/2023

Texto: Juliana Nakamura

foto de uma pessoa segurando uma espátula e uma tabua com argamassa líquida em cima
(Foto: Shutterstock)

Equipamentos essenciais em toda casa, os chuveiros têm como principal função oferecer um volume de água bem distribuído para um banho confortável, na temperatura desejada.

Escolher o modelo mais adequado pode, em um primeiro momento, parecer tarefa simples. No entanto, há vários fatores a serem considerados antes de comprar um chuveiro ou ducha. Entre eles, condições de instalação, pressão d’água e sistema de aquecimento disponível.

Outros atributos a serem buscados nesses aparelhos são eficiência, para não haver desperdícios de água ou de energia, e baixa manutenção. Gastos extras de energia elétrica e desconforto durante o banho são alguns problemas comuns enfrentados por quem faz uma escolha equivocada de chuveiro.

Quais são os modelos de chuveiro disponíveis no mercado?

Nos últimos anos, a indústria ampliou a variedade de chuveiros, seja para oferecer produtos com design mais sofisticado, seja para ofertar soluções mais tecnológicas. Surgiram, por exemplo, os modelos pressurizados para aplicação em locais com problemas de pressão, assim como os eletrônicos, que permitem a escolha de uma temperatura exata. “Hoje, mais do que estética, o que mais se valoriza em um chuveiro é a qualidade oferecida no banho”, comenta Jussara Nunes, gerente de vendas na Stacatto. Ela cita desenvolvimentos recentes que corroboram essa tese, como os aparelhos que escoam gotículas de água para simular o efeito suave da chuva, e os que emitem luzes coloridas com base na cromoterapia.

Metais para banheiro
Chuveiros e duchas

Os chuveiros podem ser classificados em função do tipo de alimentação que utilizam. Entre os mais utilizados no Brasil estão os chuveiros elétricos, que têm como vantagem o custo mais acessível e a instalação simples. De modo geral, os modelos elétricos oferecem algumas opções de temperatura pré-definidas que variam entre frio, morno e quente.

Uma evolução desses equipamentos são os chuveiros eletrônicos, que permitem mudar a temperatura da água durante o uso. Outra novidade são os chuveiros híbridos, que funcionam tanto com energia solar como elétrica.

Há, ainda, as duchas que se caracterizam por não possuir resistência elétrica. Nesses casos, a água é aquecida por uma fonte externa, que pode ser gás encanado ou energia solar.

Chuveiro de parede ou de teto?

Os chuveiros se distinguem, também, de acordo com o modo de instalação. Os mais tradicionais são os modelos de parede, indicados quando a tubulação hidráulica já está embutida na parede.

É possível encontrar, também, os chuveiros de teto, que permitem a instalação centralizada na área do box. Esses aparelhos, contudo, exigem adaptação da rede hidráulica, além do pé-direito com altura entre 2,4 m e 2,5 m.

Dicas para comprar chuveiro

A compra de chuveiros precisa ser precedida de uma análise do local de instalação. No caso dos modelos elétricos, por exemplo, um fator de diferenciação é a potência (em watt). Quanto mais potência, maior será a capacidade de elevar a temperatura da água, bem como o consumo de energia elétrica. Além disso, a potência do chuveiro precisa ser adequada à bitola dos fios da instalação elétrica. Afinal, cada faixa de potência demanda uma bitola de fio específico.

Outras recomendações para quem está selecionando um chuveiro são:

- Verificar a compatibilidade do modelo com as instalações da casa ou apartamento. Observar a tensão elétrica (110V ou 220V).

- Checar a proximidade entre o local de instalação e a caixa d’água, pois isso impacta o nível de pressão da água. Quando falta pressão, deve-se optar por um modelo pressurizado ou adquirir um pressurizador separadamente. Quando a pressão é alta demais, a dica é instalar um redutor para evitar desperdícios.

- Comparar os diferentes modelos com relação à vazão da água (em litros por minuto), variável em função da pressão da água. Se a pressão for baixa, mesmo um chuveiro de grande vazão apresentará um jato de água fraco.

- Verificar o tamanho do espalhador (peça que contém os orifícios por onde a água sairá do chuveiro). Quanto maior a largura do espalhador, maior será a área de cobertura para o corpo.

-  Analisar recursos de automação. Para quem curte recursos tecnológicos, já é possível encontrar chuveiros com painel de controle digital, conectividade Wi-Fi e alto-falantes embutidos, por exemplo.

Durabilidade e limpeza

Facilidade de manutenção e durabilidade são características que variam com a qualidade da matéria-prima utilizada na fabricação do chuveiro. “O aço inoxidável é o material mais recomendado porque é resistente à corrosão e às altas temperaturas, além de ser altamente higiênico”, explica a arquiteta Carolina Haddad. Ela lembra que a limpeza do espalhador também interfere na vida útil do aparelho e já há modelos de chuveiros autolimpantes, que evitam o entupimento das saídas de água.

No caso de aparelhos elétricos, a recomendação da arquiteta é optar pelos modelos com resistência blindada, mais resistentes e seguros. “Além disso, seja qual for a tipologia do chuveiro, vale dar preferência aos fabricantes com marcas consolidadas e que ofereçam boa assistência técnica”, sugere.

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Colaboração técnica

Carolina Marcilio Haddad – Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com pós-graduação em Gestão de Negócios com foco em competências comportamentais pela BBI of Chicago. Trabalha com arquitetura de interiores desde 2011, com foco na área residencial.
Jussara Nunes – Formada em design de interiores, é gerente de vendas na Staccato Revestimentos, especializada em revestimentos para áreas internas e externas, louças, metais, banheiras e spas.