Banner AECweb
menu-iconPortal AECweb

Motoniveladora é equipamento fundamental na construção civil

Fabricantes explicam cada componente da máquina, onde e como operam e quais os cuidados na operação. Confira!

Publicado em: 06/09/2022

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

foto de uma motoniveladora
(Foto: New Holland/Divulgação)

Utilizadas em serviços de terraplenagem, para nivelar o terreno, as motoniveladoras são caracterizadas como máquinas com chassis dianteiro e traseiro, que possuem uma lâmina principal, angulável em três direções, montada sob o chassi dianteiro.

“De forma simplificada, a lâmina central realiza o corte e o nivelamento do terreno, e o ripper faz a desagregação do solo. No chassi dianteiro, as rodas proporcionam o direcionamento da máquina. Já no chassi traseiro, as quatro rodas são responsáveis pela tração do equipamento”, explica Lauren Batista, especialista de produtos da CASE Construction Equipment.

De acordo com Marcelo Mota, especialista de Marketing de Produto da New Holland Construction, o operador ajusta a altura e o ângulo da lâmina, através de comandos hidráulicos ou eletro-hidráulicos, para remover a quantidade de terra desejada, executando o trabalho de nivelamento do solo.

“Muito importante neste tipo de equipamento, além da força de penetração da lâmina no solo, são a potência disponível para o tracionamento, a dirigibilidade e a precisão dos comandos, para correto posicionamento da lâmina”, detalha Mota, informando que a motoniveladora é fornecida com a lâmina e com alguns outros implementos, como o ripper traseiro, dianteiro e lâmina frontal.

Leia também: 
Como as motoniveladoras são usadas em obras de engenharia?
Saiba o que levar em conta na hora de contratar serviços de terraplanagem

Onde são utilizadas

Motoniveladoras são utilizadas por, pelo menos, três setores econômicos. “O equipamento está presente nas principais obras de construção civil, como construção e manutenção de estradas. Atua na execução do nivelamento do solo, removendo irregularidades para posterior pavimentação ou edificação”, fala Mota. Na agricultura, motoniveladoras são empregadas em construções de curvas de nível e sistematização da área para o uso posterior de colheitadeiras. E na mineração, elas são utilizadas na manutenção e construção de estradas para escoamento da produção.

Batista reforça que a máquina irá trabalhar, sobretudo, na preparação do terreno antes da construção de edificações e empreendimentos, e na construção e manutenção de estradas e rodovias. “A motoniveladora é uma máquina versátil, que usualmente realiza diferentes atividades como nivelamento, abertura de valas, espalhamento de materiais, escarificação do solo, acabamento e corte de terrenos”, diz.

A motoniveladora é uma máquina versátil, que usualmente realiza diferentes atividades como nivelamento, abertura de valas, espalhamento de materiais, escarificação do solo, acabamento e corte de terrenos
Lauren Batista

Modelos disponíveis

A especialista da CASE conta que a empresa possui três modelos de motoniveladoras: 845B Series 2, com 15.425 kg de peso operacional e motor com duas curvas de potência (150/173 hp); 865B Series 2 com 16.936 kg e três curvas de potência (193/205/220 hp); 885B Series 2, com 18.120 kg e duas curvas de potência (220/234 hp). “Todos os modelos possuem transmissão com conversor de torque e lock-up, que garantem mais força para trabalhos pesados e mais economia de combustível em trabalhos leves”, informa.

Segundo Mota, a New Holland oferece três modelos em sua linha de motoniveladoras: RG140B EVO, com potência líquida de 140/160 hp; RG170B EVO, com potência líquida de 178/190/205 hp; e RG200B EVO, com potência líquida de 205/219 hp. “Todas são equipados com ar-condicionado, cabine com proteção ROPS/FOPS instalada no chassi traseiro e capô com abertura e fechamento elétrico. Como opcional, contam com diferentes tamanhos de lâminas (12 pés, 13 pés e 14 pés), e outros implementos dianteiros e traseiros”, expõe.

Comprar ou alugar

Adquirir ou locar motoniveladoras é uma decisão que depende da demanda anual do equipamento pelas empresas, sempre com base na análise custo-benefício. “Hoje o principal mercado é o da construção civil, segmentado por construtoras, licitações governamentais e o de locação”, diz Mota.

Laren Batista complementa, observando que o segmento de locação é significativo para as motoniveladoras. “A decisão da compra do equipamento ou da locação deve ser tomada baseada na demanda da empresa e no custo total de propriedade (TCO), que engloba os custos de aquisição do equipamento, a manutenção, sua utilização e até a revenda”, afirma.

Critérios para escolha

Alguns fatores devem ser considerados na escolha do modelo certo de motoniveladoras. Mota explica que os critérios se baseiam na expectativa da produção e produtividade do equipamento. “Ou seja, na relação de material movimentado em m³, tempo para execução dessa movimentação e consumo de combustível”, fala, lembrando que é preciso considerar, também, o cumprimento às normas de segurança, o conforto para o operador e a disponibilidade do equipamento.

Segundo Lauren Batista, ao escolher um modelo, o cliente deve estar atento ao tipo de aplicação e algumas especificações do equipamento, como potência, peso operacional e pressão da lâmina. “A potência do motor está relacionada à capacidade de tração e é o principal parâmetro relacionado com a produtividade da máquina. Assim, quanto maior for a densidade do terreno, maior deve ser a potência do equipamento”, detalha.

O peso da máquina e a distribuição desse peso entre os chassis influencia na eficiência da operação, capacidade de direção e na pressão da lâmina.

Cuidados na operação

Os principais cuidados estão relacionados à manutenção preventiva dos equipamentos, limpeza e respeito às normas de segurança. “Por serem máquinas mais complexas em termos de operação, as motoniveladoras requerem operadores mais bem treinados e experientes em um campo de trabalho”, alerta Mota. Devem estar habilitados para operar esse tipo de equipamento, com todos os treinamentos em dia. Cabe às empresas oferecer aos operadores equipamentos e ambientes de trabalho em conformidade com as principais normas de segurança e exigir que cumpram tais normas e diretrizes.

Por serem máquinas mais complexas em termos de operação, as motoniveladoras requerem operadores mais bem treinados e experientes em um campo de trabalho
Marcelo Mota

Entre os cuidados na operação, de acordo com Batista, é fundamental que, antes de iniciar o trabalho, o operador realize uma inspeção no equipamento, observando as condições dos pneus, da lâmina e suas extremidades, além dos demais componentes e indicadores do sistema hidráulico, do motor, da transmissão e do sistema de arrefecimento.

“É aconselhável verificar os pontos de lubrificação e o nível de todos os fluidos. A indicação é sempre seguir as recomendações do fabricante sobre operação e manutenção, conforme o Manual do Operador, mantendo as precauções de segurança”, aconselha.

Entre as boas práticas para resguardar a segurança do operador da motoniveladora e dos trabalhadores no local, a profissional elenca:

• Antes de dar a partida no motor, acionar a buzina e certificar-se de que todas as pessoas estejam a uma distância segura da máquina;
• Certificar-se de que o freio de estacionamento esteja acionado e de que todos os controles estejam em neutro antes de dar a partida no motor;
• Em uma operação noturna, verificar se todas as luzes de trabalho estão acesas;
• Atentar-se aos adesivos de segurança da máquina;
• Utilizar os equipamentos de proteção adequados;
• Posicionar calços nos pneus ao realizar qualquer intervenção na máquina;
• Não operar a máquina nem executar serviços de manutenção sem ter treinamento adequado.

Normas técnicas

Batista conta que existe uma série de normas técnicas ISO e SAE sobre sistemas e componentes das máquinas que são seguidas pela empresa. “Elas definem a metodologia para testes e critérios de desempenho. Outra norma relevante é a NR12, regulamentação brasileira que dispõe sobre a segurança no trabalho em máquinas e equipamentos”, fala.

Além da NR 12, Marcelo Mota destaca a NR 11, que reúne regras relativas à segurança do trabalho de forma geral. E a NR 18, que estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção.

Colaboração técnica

 
Lauren Batista – Formada em Engenharia Mecânica, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Na CNH Industrial há quatro anos, iniciou sua jornada como estagiária na área de Marketing de Produto e, atualmente, é especialista de Produtos da CASE Construction Equipment, sendo a primeira mulher a ocupar esse cargo na marca de máquinas de construção na América Latina.
 
Marcelo Mota  – É graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com pós-graduação em Engenharia Automotiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Trabalha desde 2010 na CNH Industrial, onde atuou por 10 anos na parte de Engenharia de Desenvolvimento de Produto e, desde 2020, é especialista de Marketing de Produto da New Holland Construction.