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Pandemia impulsiona o desenvolvimento tecnológico em elevadores

Equipamentos de movimentação vertical incorporam novos dispositivos de segurança visando reduzir contaminações

Publicado em: 27/01/2021

Texto: Juliana Nakamura

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Setor de elevadores está se transformando durante a pandemia (foto: desse-design/Shutterstock)

A pandemia de Covid-19 vem gerando transformações na indústria da construção e exigindo, das empresas, soluções para atender às novas demandas de seus usuários. O setor de elevadores e escadas rolantes, por exemplo, teve que se adaptar rapidamente a esse novo contexto, que exigiu tecnologias para facilitar a higienização, reduzir o risco de transmissão de vírus e reduzir aglomerações.

Muitas das soluções passam por dispositivos touchless, que dispensam o toque do usuário para acionar os botões. Exemplos, nesse sentido, são as botoeiras que funcionam por aproximação do usuário e identificam sua presença por raios infravermelhos a uma distância inferior a 10 centímetros.

"Um pouco mais sofisticado é o sistema que funciona a partir de um aplicativo que o passageiro pode baixar no smartphone. Ao se conectar ao elevador, o app entende a quantidade de andares disponíveis e projeta a botoeira da cabina na tela do celular de cada passageiro, que digita o andar de destino", explica Helder Canelas, head de Serviços da Thyssenkrupp Elevadores na América Latina.

Ao se conectar ao elevador, o app entende a quantidade de andares disponíveis e projeta a botoeira da cabina na tela do celular de cada passageiro, que digita o andar de destino
Helder Canelas

Para os elevadores que ainda não podem adotar essas tecnologias, um recurso utilizado é a proteção de botoeira. “Trata-se de uma película que permite a higienização da superfície com mais frequência e de maneira mais adequada, protegendo a botoeira contra danos causados por produtos químicos”, comenta Marici Santos, diretora de Instalações Existentes e Modernização na Atlas Schindler.

AMBIENTES ESTERILIZADOS

Muitos desenvolvimentos estão relacionados à redução de contaminantes no ar. Esse é o caso do renovador de alta vazão, que aumenta a circulação nas cabines em segundos, diminuindo a quantidade de vírus e bactérias em suspensão. “A instalação é fácil e pode ser feita em elevadores com ou sem subteto. O fluxo de ar é direcionado para o ambiente através de difusores”, explica Santos.

Outra aposta dos fabricantes é nos esterilizadores que utilizam luz ultravioleta, um potente germicida que não oferece riscos para os usuários. A tecnologia vem sendo aplicada em elevadores e, principalmente em escadas rolantes, onde se mostra mais eficiente do que a limpeza manual.

“É a mesma tecnologia utilizada para desinfectar quartos de hospitais, após a saída de pacientes”, comenta Santos. “As características germicidas da luz ultravioleta garantem que toda a superfície do corrimão seja higienizada a cada ciclo da escada ou esteira rolante”, acrescenta Canelas, lembrando que o esterilizador foi desenvolvido em conformidade com a ABNT NBR 16.734, portanto as características originais do equipamento são mantidas em conformidade com as normas vigentes. “Além disso, o esterilizador é instalado internamente ao mecanismo do equipamento, ou seja, quem usa não percebe e nem sente nenhuma diferença”, continua o executivo.

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Uso da luz ultravioleta em escada rolante (foto: Divulgação/Thyssenkrupp Elevadores)

Exemplos de aplicação desse sistema já podem ser encontrados em shoppings, estações metroviárias e ferroviárias, e aeroportos. No Piauí, o Teresina Shopping instalou o esterilizador em oito escadas rolantes e sete elevadores. Já no Maranhão, o São Luís Shopping optou pelo esterilizador para quatro escadas rolantes que atendem o público do local.

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

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Cabina equipada com esterilizador (foto: Divulgação/
Thyssenkrupp Elevadores)

“Acreditamos que a prevenção vai fazer parte do nosso dia a dia de agora em diante. Assim como o uso de máscaras e de álcool em gel são medidas que vieram para ficar, a aplicação de tecnologias de higiene para elevadores, escadas e esteiras rolantes também tende a ser incorporada ao novo normal”, aposta Helder Canelas.

Além da questão sanitária, as indústrias estão preocupadas em incorporar as transformações digitais nos seus equipamentos com tecnologias como Internet das Coisas e machine learning para análise preditiva. Segundo Canelas, da Thyssenkrupp, esse tipo de solução permite reduzir o tempo de inatividade do elevador pela metade.

“Como ocorre com diversos segmentos da indústria, o setor de elevadores também passa por uma revolução digital para tornar os equipamentos mais inteligentes e as peças ainda mais integradas ao mobiliário urbano”, finaliza Santos.

Colaboração técnica

Marici-Santos
Marici Santos – Graduada em engenharia elétrica possui MBAs executivos realizados nas universidades IMD (Suiça), Antonio de Nebrija (Espanha) e Escola Superior de Propaganda e Marketing (Brasil). Com mais de 25 anos de experiência na indústria de tecnologia de automação com posições no Brasil e nos Estados Unidos, é diretora de Instalações Existentes e Modernização na Atlas Schindler.
Helder-Canelas
Helder Canelas – Formado em Gestão e Administração de Sistemas de Informação pelo Instituto Técnico de Gaya em Portugal. Atua na Thyssenkrupp Elevadores há 21 anos onde ocupou funções na área de Serviços na África do Sul, Marrocos, Cabo Verde e Brasil. Atualmente é head de Serviços para a América Latina..