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Piso elevado é opção versátil e se adapta a mudanças de layout

Em alterações de ambientes preexistentes, o sistema pode ser aplicado sobre os mais diferentes tipos de revestimentos sem a necessidade de reformas complexas

Publicado em: 13/11/2018

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

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O piso elevado pode ser aplicado sobre pisos preexistentes (foto: shutterstock/Ba_peuceta)

Empreendimentos corporativos recebem alterações de layout com certa frequência. Locais onde antes funcionavam estações de trabalho podem ser adaptados para abrigar áreas técnicas, por exemplo. Junto das mudanças, geralmente, vem a necessidade de ajustes na arquitetura, e uma das atividades mais comuns é a instalação de pisos elevados, visando solucionar a passagem de cabeamentos elétricos e de dados, além de tubulações.

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“O layout do ambiente interfere no projeto do piso elevado, pois determina onde ficarão as eletrocalhas e a partir dessa informação é definido o posicionamento dos apoios e como será a paginação”, explica Daniel Feliciano, diretor Comercial da Levitare. “Como as placas do sistema são enviadas inteiras para a obra e o recorte é feito no local, também influencia no cálculo das perdas”, complementa Rodrigo Paschoal, diretor Comercial da Remaster.

Uma das vantagens da solução é a possibilidade de aplicação sobre qualquer piso preexistente. Independentemente se o revestimento anterior era cerâmica, granito, madeira ou se a superfície ainda está no contrapiso, o conjunto se adapta a diferentes situações sem restrições. A principal atenção está na correção de imperfeições que possam comprometer a estabilidade dos pedestais.

“Quando necessário, pode ser aplicada uma camada de algum material para nivelar o contrapiso, como autonivelantes ou PVA simples”, recomenda Paschoal. Outra opção é utilizar argamassa comum de areia e cimento para regularização. Além do piso, há certas características do ambiente que também pedem atenção. “Em alguns casos, é necessário cortar uma faixa na parte inferior da porta para ajustar sua abertura sobre o piso elevado”, diz Paschoal.

O procedimento é muito mais rápido do que o assentamento de produtos convencionais
Daniel Feliciano

Possíveis desníveis, como aqueles decorrentes de escadas, também demandam cuidados. “O piso elevado deverá respeitar as diferenças preexistentes, adequando-se através de rampas ou por meio da execução de um novo degrau”, detalha Feliciano, indicando que a instalação do sistema deve ser uma das últimas etapas da obra. “O procedimento é muito mais rápido do que o assentamento de produtos convencionais”, compara.

DEFININDO O MODELO

A definição do modelo do piso elevado passa pela análise de quesitos estéticos e técnicos. De acordo com Feliciano, o responsável pela obra escolhe o acabamento do sistema conforme seu gosto. “Já a altura é determinada pelas necessidades do projeto, levando em consideração o tamanho das eletrocalhas ou encanamentos”, explica. A especificação deve sempre se basear nos requisitos de segurança previstos em normas técnicas.

Mais do que atender a questões estéticas, a determinação do revestimento ideal colabora para que o desempenho desejado seja atingido. Em áreas onde há muita interferência sonora, por exemplo, é indicado um acabamento em carpete. Por outro lado, para recepções é aconselhável um piso frio com maior resistência à abrasão.

“Para áreas molhadas, banheiros ou ambientes externos, o conjunto deve ter características que permitam seu aproveitamento nessas condições. Ou seja, que possam ser expostos às intempéries e, principalmente, ofereçam resistência mecânica e estabilidade para suportar a instalação em alturas maiores”, ressalta Paschoal.

Já nos locais técnicos, como os Centros de Processamento de Dados (CPD) e data centers, a solução deve ser pensada para suportar o elevado peso dos equipamentos. Por outro lado, o trânsito de pessoas não interfere tanto nesse projeto devido ao fato de que o acesso aos ambientes é restrito. Nesse caso, uma sugestão é a instalação de um piso que não tenha carregamento de energia estática.

QUALIDADE

A escolha da opção ideal para cada situação precisa ser feita de maneira a considerar o piso elevado como um sistema, priorizando a qualidade tanto do material quanto da instalação. “O desempenho final de todo o produto será afetado se uma das duas variáveis apresentarem propriedades aquém do esperado”, alerta Feliciano, ressaltando que contar com materiais de um único fornecedor também é importante.

“No mercado, existem empresas que compram as placas, o acabamento e os pedestais de indústrias diversas e fazem apenas a instalação. Por esse motivo, é sempre necessário avaliar se o fornecedor é fabricante e instalador do produto final, garantindo assim a qualidade”, adverte Feliciano.

PASSAGEM DO CABEAMENTO

A passagem de todo o cabeamento que ficará sob o piso elevado pode ser realizada antes ou depois da instalação do sistema. “Existem normas que abordam, principalmente, o cabeamento lógico, que deve ser protegido contra interferências geradas pela rede elétrica”, diz Paschoal. Entre as diretrizes a serem observadas nesta etapa estão aquelas presentes na ABNT NBR 5410 — Instalações elétricas de baixa tensão — e ABNT NBR 11802 — Pisos elevados — Especificação.

MONTAGEM

Na montagem do sistema, é fundamental que a equipe responsável respeite as características previstas em projeto, como altura, existência de soleiras, degraus e rampas. O planejamento define ainda a posição em que a primeira placa é posicionada. “Depois de apoiada, seu nível e altura são conferidos para constatar que estão de acordo com o projeto. Na sequência, as demais placas são instaladas, sempre verificando o nível e a altura”, explica Feliciano.

Caso existam obstáculos pelo caminho, como colunas, ou quando se chega à outra extremidade do ambiente, a placa é recortada para se encaixar de acordo com a necessidade. “Para conquistar o perfeito acabamento e travamento do piso, esse recorte deve ser feito no local”, recomenda Feliciano.

Entre os acabamentos que o piso elevado pode receber estão porcelanato, granito, carpete, vinílico e laminado. “Todos os revestimentos têm alguma particularidade, vantagem ou limitação do uso. Por isso, é muito importante interagir com o cliente/usuário para entender sua real necessidade e o desempenho esperado do conjunto para indicar a melhor opção para aquela aplicação”, comenta Paschoal. Segundo Feliciano, os acabamentos mais solicitados pelo mercado atualmente são carpete, granito e porcelanatos.

LIBERANDO O TRÁFEGO

Existem alguns cuidados que devem ser tomados caso o piso elevado não seja o último item a ser aplicado. A principal recomendação é que seja feita uma proteção sobre o sistema, com o objetivo de não danificar o revestimento
Rodrigo Paschoal

Depois de concluída a instalação, é recomendada a verificação do travamento das placas. “O sistema deve sempre ser confinado entre paredes ou ter fixação química (cola)”, diz Feliciano. Constatado que a solução está devidamente executada, o tráfego de pessoas sobre a superfície já pode ser liberado sem problemas.

“Existem alguns cuidados que devem ser tomados caso o piso elevado não seja o último item a ser aplicado, ou seja, se ainda existirem etapas pendentes da obra. A principal recomendação é que seja feita uma proteção sobre o sistema, com o objetivo de não danificar o revestimento”, finaliza Paschoal.

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Colaboração técnica

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Daniel Feliciano – Formado em Direito, atua há mais de 20 anos no mercado de pisos elevados. É membro fundador da Levitare – Qualidade Elevada, empresa em que ocupa o cargo de diretor Comercial atualmente. A Levitare é pioneira em piso elevado para áreas externas e piso elevado em pedra natural no Brasil, além de ter sido a primeira empresa a aplicar o piso petrum em áreas internas. Também é responsável pelo desenvolvimento do sistema em granito estruturado autoportante.
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Rodrigo Paschoal – Graduado em Engenheira Elétrica pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, tem MBA Executivo em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela FGV-SP. Atuou no departamento de engenharia e projetos da Remaster Tecnologia por 5 anos e, atualmente, ocupa o cargo de diretor Comercial na empresa. Possui larga experiência em sistemas de piso elevado e atuação por mais de 10 anos na área comercial e estratégica da Remaster, atendendo diversos segmentos de clientes, e liderando a equipe de vendas.