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Retroescavadeiras: a vanguarda dos equipamentos para construção

Com mais de seis décadas de existência, essas máquinas têm sobressaído no mercado e ainda devem ostentar popularidade por muitas gerações

Publicado em: 23/01/2014

Texto: Redação PE

Uma tecnologia construtiva criada há 61 anos na Inglaterra que hoje é reconhecida pelo pioneirismo e pela vanguarda das invenções científicas. Estamos falando das retroescavadeiras, que chegaram ao mundo para ser um divisor de águas nos trabalhos dos canteiros de obras. Reconhecidas pela versatilidade, por serem utilizadas em uma ampla variedade de tarefas, elas se estabeleceram e estão em constante mutabilidade e adaptabilidade, caminhando lado a lado com a evolução da tecnologia e as necessidades humanas.

O equipamento é uma espécie de trator com uma pá na parte frontal e outra pequena na traseira do veículo. É muito comum em projetos e construções urbanas, e também pode ser empregado em demolições de pequeno porte, transporte leve de materiais de construção, escavação de buraco, alimentação de equipamentos de construção, quebra de asfalto e pavimentação de estradas.

Hoje, as retroescavadeiras são uma verdadeira febre no mercado e, por serem classificadas como máquinas multiúso, representam um marco na tecnologia automotiva e na engenharia civil. No quesito operação e funcionamento, desde os seus primórdios, elas não são nada complexas. As especificações técnicas variam desde modo de operação, sistema hidráulico, cabine, capacidade de carregamento e escavação, tração, motor, entre outras.

Como máquinas trabalhadoras, podem ser consideradas relativamente velozes. Algumas podem atingir velocidade de deslocamento frontal de até aproximadamente 45 quilômetros por hora. Por essa maleabilidade e facilidade operacional, entre os acidentes graves envolvendo equipamentos de linha amarela, a grande maioria ocorre com retroescavadeiras. Nesta edição, imergimos na realidade desse segmento e separamos alguns elementos comparativos nesse competitivo mercado.

Origens britânicas

Voltando ao século passado, o ano de 1953 marcou o nascimento das retroescavadeiras. Da Inglaterra para o mundo, o pai dessa invenção foi Joseph Cyril Bamford, fundador da J.C. Bamford (JCB). No Reino Unido e na Irlanda, a força da marca fez com que essas máquinas fossem conhecidas genericamente apenas por JCBs. Nos Estados Unidos, elas são muitas vezes chamadas de backhoes. A multinacional britânica comercializa atualmente por aqui as retroescavadeiras JCB 1CX 3C (nome mundial das retroescavadeiras antes conhecidas como 214E no Brasil), 3CX, 4CX, com a dura missão de continuar o sucesso da JCB 214E, que contou com quatro séries com o passar dos anos.

Segundo a Auxter, representante da JCB no país, as diferenças básicas entre as retroescavadeiras JCB 3C e 3CX são que a 3CX é importada, possui caçamba de 1,1 metro cúbico, cabine diferente e deslocamento lateral do retro. Ainda conforme informações da distribuidora, os modelos especiais de retroescavadeiras JCB disponíveis no Brasil são a 1CX (importada), que é uma minirretroescavadeira com capacidade de giro de 360 graus sobre o próprio eixo e sistema de deslocamento lateral do retro para trabalhos que exigem máquinas pequenas e fáceis de transportar, e a 4CX (de fabricação nacional), que é, atualmente, a única máquina desse segmento com tração de direção nas quatro rodas, com os quatro pneus do mesmo tamanho, caçamba 6×1 de 1,2 metro e com transmissão semiautomática.

Popularização nas Américas

Quando o assunto é retroescavadeira no continente americano, a oferta de equipamentos é acirrada entre as marcas norte e sul-americanas, com destaque para a Randon Veículos, única empresa de origem brasileira que atua nesse mercado há 39 anos. A empresa tem no seu portfólio o modelo RK406b, em versões 4x2 e 4x4 aspirada. A Randon destaca um diferencial no mercado brasileiro: os componentes são nacionais, o que facilita – e muito – a manutenção e eventuais reparos, devido à facilidade para encontrar peças de reposição, e com preços bem atraentes, sem que haja perda de qualidade.

No quesito tecnologia embarcada, a Caterpillar apresenta a sua arma: as retroescavadeiras modelo 450E. Elas possuem um joystick que substitui as alavancas mecânicas, para proporcionar ao operador uma melhor ergonomia. Sem o tradicional console traseiro, elas também proporcionam mais espaço para as pernas e maior visibilidade traseira. Com os roletes dos joysticks é possível controlar convenientemente com a ponta dos dedos funções auxiliares para recursos como o braço extensível, martelos e brocas.

Além disso, o equipamento vem acoplado ao Product Link. Essa tecnologia estabelecida pela Caterpillar utiliza o Global Positioning System (GPS) para fornecer os dados da máquina tanto aos revendedores Caterpillar quanto aos usuários. Os dados podem ser recebidos por um sistema de aplicativo baseado em web ou por uma notificação por e-mail ou por pager.

As retroescavadeiras também fazem parte da história da norte-americana Case Construction, com alguns marcos importantes para a empresa. Em 1988, essas máquinas repercutiram na lista da revista Fortune entre os “100 melhores produtos da América”. No ano passado, comemorando 35 anos de atuação no mercado, a fabricante lançou na M&T Expo 2012 o modelo 580N. Segundo a Case, esse modelo reúne tecnologia e design diferenciados. Entre as inovações do equipamento estão força de desagregação, braço mais longo e robusto, maior visibilidade, motor mais econômico, conforto e segurança na operação.

A 580N também possui opções de transmissão, a Powershuttle e a Powerhift S-Type, que devem ser escolhidas de acordo com a operação. A primeira oferece quatro marchas à frente e quatro à ré. A segunda, quatro à frente e três à ré, com a função kick down, que reduz de segunda para primeira marcha ao pulsar de um botão e mudança de marcha na alavanca de modulação F-N-R.

A New Holland contra-ataca com as retroescavadeiras da Série B (B90B, B95B e B110B). Essas máquinas contam com novos motores New Holland de 4,5 litros. O modelo B90B conta com motor aspirado, mecânico e com injeção direta; já os B95B e B110B têm motores turboalimentados, com maior torque e potência. Opcionalmente, os motores podem vir com certificação Tier III (baixa emissão de poluentes). A refrigeração do motor também foi melhorada, tendo sido projetada para trabalhar continuamente a uma temperatura de 38°C. Além disso, os equipamentos possuem transmissão com maior aproveitamento de potência, novos eixos e freios e novo sistema hidráulico, ou seja, um conjunto que garante maior robustez e força.

A John Deere também chega ao mercado nacional esbanjando tecnologia. A retroescavadeira 310K também foi apresentada ao público brasileiro na última M&T Expo, em 2012, e destaca o motor John Deere PowerTech™, que, segundo a fabricante, proporciona excelente potência e consumo de combustível. A empresa informou também que a máquina é dotada de uma exclusiva transmissão hidráulica que permite mudanças de marcha rápidas e suaves, que resultam em uma velocidade máxima de 35 quilômetros por hora. A nova retroescavadeira tem a opções de tração 4x2 e 4x4, com trava de diferencial convencional ou com patinagem limitada.

Expansão de negócios

A marca sueca Volvo Construction transferiu sua unidade de produção de retroescavadeiras de Tultitlán, no México, para uma instalação recém-ampliada em sua fábrica de Pederneiras, no interior de São Paulo. Entre as inovações para os modelos BL60 e BL70, que serão produzidos no Brasil, a empresa destaca a segurança, o espaço na cabine, a tecnologia embarcada e o conforto ao operador.

A retroescavadeira da nova geração vem, por exemplo, com um kit de primeiros socorros e com um suporte para extintor de incêndio. Há também um amplo painel de instrumentos que está localizado do lado direito, centrado na coluna B. Ele contém botões para controle das diversas funções da máquina, luzes de advertência, indicador de combustível e temperatura do líquido refrigerante do motor, velocímetro e horímetro.

Todos os comandos estão ao alcance da mão direita do operador quando a máquina está na posição de carregadeira, e da mão esquerda quando está na de escavadeira. O espaço interno da retroescavadeira foi aumentado, permitindo o giro confortável da posição de carregadeira para a de escavadeira. Os joysticks de controle pilotado também podem ser ajustados conforme o conforto de operação dos comandos.

Fontes:
Auxter, JCB, Volvo, Caterpillar, New Holland, John Deere, Randon Veículos e Case Construction