Banner AECweb
menu-iconPortal AECweb

Robôs são usados em demolição, remoção de resíduos e mais

Solução versátil, a utilização de robôs na construção civil substitui trabalhadores em atividades de risco. Conheça algumas máquinas em alta no mercado

Publicado em: 14/07/2014Atualizado em: 13/08/2019

Texto: Redação PE

Quando o assunto é segurança, lá estão os robôs para substituir os humanos em atividades de risco. Na construção civil não é diferente. A demolição, uma das atividades mais arriscadas do setor, pode se tornar uma verdadeira operação de guerra, com perigo de morte.

Uma das mais reconhecidas fabricantes de robôs de demolição é a Husqvarna. A empresa iniciou a fabricação de sua linha de robôs DXR em 2008. “A primeira máquina de demolição com controle remoto foi nomeada de Husqvarna DXR 310”, explica o responsável técnico da linha de demolição e equipamentos pesados da empresa, Robson Lima. “Essa máquina apresenta alta potência com baixo peso e é projetada para todas as tarefas de demolição, mesmo aquelas muito perigosas para os trabalhadores entrarem”, informa.

Em 2009, aconteceu a primeira venda de um robô da marca para o Brasil. “A Husqvarna Construção Brasil vendeu o primeiro robô de demolição para um cliente de cortes e furos no estado de São Paulo. Hoje já temos nove robôs no mercado nacional, em estados como Rio Grande do Sul e Minas Gerais. E no mundo mais de 300 unidades foram comercializadas”, completa Lima.

A utilização do robô não fica restrita apenas à área de demolição. Além de outros empregos na construção civil, ele também é usado na limpeza de fornos para a remoção de resíduos em refratários de usinas e siderúrgicas.

“O robô é mais usado para operação de risco”, sintetiza Luís Antônio Lopes, diretor da Multikawa, empresa que vende equipamentos para o setor de demolição. “Nos Estados Unidos há muita demanda por esse tipo de equipamento, mas principalmente na Europa, onde você vai trabalhar numa demolição que tem de preservar a fachada que é um patrimônio histórico”, completa Lopes.

“Sempre que envolver risco para o operador, o robô é um equipamento importante”, finaliza o diretor, que acredita que leis de segurança no trabalho mais rígidas poderiam aumentar o emprego do robô em território nacional. Para Sérgio Mikalauskas, da Maxter Máquinas, o robô deve ser utilizado em algumas situações. “Quando a operação oferece risco para o ser humano, como, por exemplo, o risco de queda de material ou o calor extremo”, completa.

Vantagens

Entre as principais vantagens para o uso do robô está a possibilidade de efetuar demolições controladas em locais de confinamento, já que a máquina pode passar por uma porta ou até mesmo subir escadas; além disso, os modelos DXR são elétricos e não emitem gases poluentes. “Os equipamentos são totalmente comandados por controle remoto via Bluetooth, o que permite ao operador manter distância dos locais de risco”, diz o responsável técnico.

Sobre quando utilizar o robô em vez de uma retro com ferramenta acoplada, o técnico diz que ele pode ser usado em todas as situações, diferentemente de uma máquina maior. “É um equipamento versátil, que pode ser utilizado com várias ferramentas hidráulicas, como rompedores, tesoura (cruscher), conchas, etc...”, finaliza.

São dois os modelos da Husqvarna: o DXR 310 e o DXR 140. O primeiro é ideal para demolições e trabalhos menores de escavação, tanto no interior como no exterior. Eficiente em ambientes duros, como na indústria de processamento, o modelo 310 também é ideal, segundo a marca, para a demolição de construções de concreto ou tijolo, escadas, telhados e varandas. O modelo 140 é o mais recente complemento da nova gama de robôs de demolição telecomandados. Menor e mais leve, é considerado uma alternativa para operações de demolição em espaços confinados que necessitam de máquinas leves. Pesa 960 quilos e possui 15 quilowatts de potência, sendo disponibilizado também com motor de 11 quilowatts.

Com 325 anos de história, a Husqvarna fabricava armas para o Exército nos idos de 1689. No século XIX, passou a construir máquinas de costura, caça, fogões de madeira, máquina de cortar carne, máquina de escrever e até bicicletas. Depois de fabricar motosserras e outros equipamentos da linha florestal, em 1959, a marca começou a produzir ferramentas diamantadas com foco na construção civil. Os robôs se encontram nessa última categoria de equipamentos.