Trabalho sincronizado de guindastes viabiliza a desmobilização industrial

Para que operação seja eficiente, uma equipe qualificada deve dimensionar as peças a serem transportadas e as máquinas responsáveis por sua transferência

Publicado em: 21/11/2016Atualizado em: 14/05/2021

Texto: Redação PE


Guindastes içando equipamento (Divulgação/ Primax)

As operações de desmobilização empresarial são realizadas para desmontar ou montar a estrutura de uma empresa por meio de remoções técnicas ou da transferência física de unidades fabris. Por serem complexas, essas operações requerem planejamento minucioso e equipamentos apropriados, além de serem realizadas fora dos horários de expediente.

O uso de guindastes com capacidade para diferentes cargas protagonizam a cena nos trabalhos de içamento e de movimentação de peças grandes, como tornos, caldeirarias, tanques, silos e caixas d’água. Outros equipamentos, como caminhões-guindaste, empilhadeiras e carretas atuam na mobilidade e no transporte desse tipo de operação.

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GUINDASTES SINCRONIZADOS

A combinação do trabalho de diferentes guindastes, de modo que um colabore com o outro na remoção das peças, parece ser o segredo para uma desmobilização empresarial bem-sucedida.

“As peças de grande porte são transportadas na horizontal e, em seguida, verticalizadas. Para essa operação, são necessários dois guindastes maiores para posicionar a peça e outro menor para soltá-la”, detalha o diretor da Primax, Antônio Luiz Leite. “Há situações em que um guindaste pequeno iça a peça no interior da fábrica e a leva até o pátio, onde um maior a ergue e a posiciona no caminhão”.

Marcos Cunzolo, diretor da Cunzolo, complementa: “Pode-se optar por utilizar dois guindastes quando o espaço de operação é restrito para um equipamento de maior porte, ou quando a peça tem o centro de gravidade muito grande. O desafio é fazer um bom estudo da operação e ter certeza da capacidade dos equipamentos para suportar o peso içado”, diz.

Em geral, os guindastes têm capacidade de carga acima do estimado para o peso das peças. Se um torno tiver 5 t, por exemplo, será utilizado um equipamento com margem para 10 t. Leite e Cunzolo enfatizam que os equipamentos devem estar em perfeitas condições de trabalho.

Os especialistas informam, ainda, que a faixa de peso dos guindastes mais utilizados pode variar de 30 a 300 t, com braços articulados na faixa de 18 t e empilhadeiras de 7 t. É essencial que haja uma equipe de profissionais capacitados para fazer o dimensionamento das máquinas e controlar as operações.

PLANEJAMENTO DETALHADO

Em toda desmobilização empresarial, o cronograma da mudança física e o custo financeiro devem ser bem planificados, assim como o start-up da indústria em seu novo local, que deve ocorrer sem qualquer falha. “Um contingenciamento de pessoas especializadas nos sistemas manejados acompanha o trabalho e permanece de sobreaviso, em caso de falhas nas instalações”, explica Leite, da Primax. “Além de toda a operação delineada na fábrica, existe o plano de mobilidade externo, as autorizações de circulação, a restrição de pesos, os horários permitidos para a transferência, além da parte fiscal de notas, seguros e coberturas diferenciadas”, completa.

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COLABORAÇÃO

Marcos Cunzolo, diretor da Cunzolo

Antônio Luiz Leite, diretor da Primax