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Encolhimento do MCMV pesou negativamente no consumo de materiais

Entrevista com Geraldo Defalco, presidente-executivo da Anamaco

Entrevista com Geraldo Defalco, presidente-executivo da Anamaco

 Foto: Gustavo Scatena 
Um dos grandes desafios, sem dúvida, é atuar em sintonia com a indústria e os prestadores de serviços. Mas, pela maturidade que há nas relações profissionais estabelecidas ao longo do tempo, haveremos de encontrar o melhor caminho para agregar valor ao setor

Redação AECweb / e-Construmarket

Depois de três décadas, a presidência-executiva da Anamaco, entidade que representa as 140 mil lojas de materiais de construção no país, muda de mãos. Sucessor de Claudio Conz, o novo presidente é o lojista Geraldo Defalco. Em entrevista ao Portal AECweb, ele conta sobre o processo eleitoral, fala do impacto negativo sobre o consumo de materiais de construção com a redução do Minha Casa Minha Vida e prevê que, com as medidas restritivas para reduzir os efeitos da Covid-19, é possível que não se registre crescimento em 2020.

AECweb – O que mudou na Anamaco que levou à sua indicação, sucedendo Claudio Conz na presidência após três décadas no cargo?
Geraldo Defalco  Nas eleições de outubro de 2019, o presidente eleito do Conselho Deliberativo e os membros da chapa consideraram que havia chegado a hora de a Anamaco ter um novo nome na presidência-executiva. Foi contratado um ex-diretor-executivo, que passou a ter o cargo de superintendente e tem assumido, juntamente com o presidente do Conselho, a responsabilidade de dar novos rumos para a associação.

AECweb – Quais os objetivos da mudança?
Defalco – Há alguns anos essa mudança vinha sendo estudada, acompanhando o que já ocorre em muitas entidades representativas da indústria de material de construção. Visa especialmente modernizar práticas de gestão e de alinhamento estratégico para o desenvolvimento setorial. Temos muito a agradecer ao ex-presidente-executivo, Claudio Elias Conz, mas mudanças de gestão que serão implementadas estarão sob novo comando.

AECweb – Qual o número de lojas de materiais vinculadas à entidade e o perfil preponderante desses associados?
Defalco  O varejo de material de construção está presente em todos os 5.570 municípios brasileiros. São 140 mil estabelecimentos ativos, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2017.

AECweb – O que o setor espera da Anamaco?
Defalco – O setor deseja que a entidade seja eficiente e eficaz no cumprimento de sua missão que, preponderantemente, é a de promover o desenvolvimento de práticas de comércio que elevem a satisfação das necessidades dos clientes nas lojas. Que o movimento de construir e de reformar seja facilitado, para que o círculo virtuoso se estabeleça nesse importante segmento econômico.

AECweb – Quais seus principais projetos à frente da entidade?
Defalco – A entidade nacional tem presença notória nas ações de interlocução com autoridades governamentais. No entanto, devido à capilaridade do setor, se faz necessário ampliar a base de regionais e, através de uma rede integrada e atualizada com os recursos de tecnologia da informação digital, melhorar resultados na atualização e capacitação de pessoas, geração de negócios, conhecimentos das melhores práticas regionais para disseminar a cultura e estimular a introdução de inovação nas práticas de varejo.

A inesperada pandemia do Covid -19 terá impacto negativo nas perspectivas de crescimento do setor. Neste momento, é difícil prever o tamanho do impacto

AECweb – E quais os desafios a serem enfrentados para levar adiante as novas iniciativas?
Defalco – Um dos grandes desafios, sem dúvida, é atuar em sintonia com a indústria e os prestadores de serviços. Mas, pela maturidade que há nas relações profissionais estabelecidas ao longo do tempo, haveremos de encontrar o melhor caminho para agregar valor ao setor.

AECweb –  Qual foi o desempenho do setor em 2019?
Defalco – A despeito dos últimos anos não terem sido os melhores para a construção civil, os resultados do varejo são obtidos pela iniciativa do consumidor na construção e na reforma. Assim, o sistema autogerido de construção apresentou crescimento nas vendas ao redor de 5%, culminando com faturamento deflacionado total no ano de R$ 140 bilhões. O que não é nada desprezível.

AECweb – O que explica o crescimento significativo das vendas nas regiões Norte/Nordeste e a retração no Sul/Sudeste, em 2019 em relação a 2018? 
Defalco – O desenvolvimento de alguns estados no norte e nordeste tem propiciado maior estímulo aos consumidores para investirem em suas habitações. É o caso dos investimentos feitos pelas famílias que adquirem imóveis de programas como o Minha Casa Minha Vida. No sudeste, o impacto maior de desemprego e o custo de vida alto para a sobrevivência inibiu as reformas. Tanto no Sul como no Sudeste, é fácil constatar preços elevados de terrenos, além da combinação de custo de material e mão de obra incompatível com a renda familiar. Há insegurança das pessoas de honrar compromissos financeiros, pela falta de linhas de crédito de longo prazo e com taxas de juros adequadas à construção habitacional.

AECweb – O encolhimento do programa Minha Casa Minha Vida foi determinante para o melhor desempenho das vendas, sustentado pelo mercado formiga?
Defalco – Pelo contrário, o encolhimento do programa Minha Casa Minha Vida diminui o movimento de vendas de material de construção nas lojas, pois as famílias estariam consumindo para customizar seus imóveis. Por outro lado, quem consegue reformar sabe que é uma forma de valorizar o patrimônio, além de manter a qualidade de vida.

AECweb – Quais os itens de construção mais comercializados nas lojas e, também, pelo e-commerce?
Defalco – Numa reforma, sem dúvida, os itens ligados a acabamento são sempre os de maior relevância. No que diz respeito ao e-commerce, o que se percebe é que há muita consulta e avaliações via site de internet e não necessariamente transações de compra on-line como acontece com produtos de consumo durável de outros segmentos. O e-commerce tem evoluído lentamente para itens de decoração, mais do que os volumes de transações de produtos para construção e reforma, cuja expressão se dá na ação presencial em lojas.

AECweb – Como tem sido a evolução do varejo?
Defalco – O setor tem se modernizado, especialmente motivado por investimentos de importantes grupos internacionais. Estes conglomerados têm provocado uma saudável concorrência setorial. Pela dinâmica natural do varejo, não é possível ficar estagnado e, por mais que ainda tenha muito a evoluir no atendimento do consumidor, o setor tem mostrado vitalidade para tal crescimento.

AECweb – Qual a expectativa de desempenho do setor para este ano?
Defalco – A inesperada pandemia da Covid-19 terá impacto negativo nas perspectivas de crescimento do setor. Neste momento, é difícil prever o tamanho do impacto. Estimamos que o setor poderá, até mesmo, não registrar crescimento sobre o resultado do ano anterior.

 

Colaboração técnica

Geraldo Defalco – Lojista do segmento de varejo de materiais de construção há mais de 20 anos e ex-presidente da Acomac Jundiaí e da Fecomac-SP. É presidente-executivo da Anamaco.

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